Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blog só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Simpósio




Um dos workshops em que me inscrevi (dos disponíveis) foi do William Cordero, para desenhar com pastel seco (soft & dry), estava com grandes expetativas de conhecer pessoalmente este sketcher. Não tive essa sorte, adoeceu e não pode estar presente. A oficina foi dada pelo Daniel Green, fiquei contente por não nos terem dado uma alternativa com os mesmos pressupostos. Trabalhar com algo que me coloca fora da «zona de conforto» é desafiante. O grupo não era grande, mas era constituido pelo António Procópio e pelo João Catarino, confesso que me senti intimidada, mas a simpatia e o desafio proposto anularam eventuais «tensões internas». No fim, fiquei com vontade de explorar mais este riscador embora reconheça que tem de ser usado com alguma «contenção» e num caderno maior.

(Pastel seco                                                                                      «in situ»

Praia da Ursa

Hoje houve uma ocorrência na Praia da Ursa.
Vieram os Bombeiros mas alguém teve de ser evacuado pelo helicóptero. Não podia perder a oportunidade do boneco mas é muito difícil desenhar no meio da ventania, maresia e tempestade de areia que faz o helicóptero. Foi o que consegui.

domingo, 19 de agosto de 2018

Praia do Barril - Dia 2

13 de agosto - dia de (re)visitar Tavira
 
Estacionei fora do centro histórico, junto ao Bairro do Cano, com o objetivo de fazer o percurso até ao Rio Gilão, a pé pelos becos e ruelas desta urbe multissecular. A reconquista de Tavira aconteceu no ano de 1242 pela Ordem de Santiago.
 
Ao iniciar, deparei-me logo com este belo enquadramento, que tinha de ser registado - rua do Alto do Cano.
 
Mais uns metros e encontramos a Ermida de São Roque, que ficava fora da antiga malha urbana, mas junto à porta da muralha medieval.
 
 
Na Rua dos Bombeiros Municipais, junto à Ermida de S. Roque, existe um pequeno largo, com um conjunto de casas bem interessantes.
Uns metros à frente, outra casa digna de registo.
 
 
O percurso acabou por ser desenhado pelas sombras, pois estava um calor abrasador. Na rua dos Mouros, sentado à soleira de uma porta, desenho um novo enquadramento - uma das torres da muralha antiga.
Continuo a  caminhar, agora seduzido por um conjunto de torres sineiras, até que encontro a Igreja de Santiago e a um nível superior a Igreja de Santa Maria do Castelo, junto ao Castelo. Subi as muralhas do Castelo, recentemente intervencionadas, onde podemos ter uma vista panorâmica de 360º sobre Tavira. Recomendo a visita. Optei por desenhar a igreja de Santiago, atraído pela complexidade de volumes reveladores da riqueza de uma história construída ao longo dos séculos.
 
 
O Jardim no interior do Castelo também é digno de registo, tendo em conta a beleza da vegetação ali presente, a textura e a cor da muralha e como se não fosse suficiente, temos um belo enquadramento das torres da Igreja de Santa Maria. (confesso que o melhor de tudo, foi a sombra proporcionada pelas árvores).
Quando estava no topo das muralhas avistei uma abobada que pertence ao antigo Convento de São Francisco. Fiz-me ao caminho para conhecer melhor o edifício e claro, para mais um desenho, sentado num pequeno jardim frontal ao edifício religioso construído entre os séc. XII e XIV. Hoje. Pelo que consegui perceber, encontra-se devoluto e a entrar num processo de degradação preocupante.
 
 
Ir a Tavira e não ver o Rio Gilão, é como ir a Roma e não ver o Papa. Um dos ex-líbris de Tavira é a ponte romana que permite a ligação das duas margens do rio Gilão. Após atravessarmos a ponte que agora é pedonal, encontramos uma passagem
 que nos leva até à Rua Borda D´Agua da Asseca, onde encontramos vários restaurantes com umas belas esplanadas com vistas privilegiadas.
 
 
No regresso, já na outra margem, não resisti a mais um desenho.
 
 
O Final do dia ficou marcado pela visita ao Festival do Marisco em Portimão, seduzidos pela voz de Vanessa da Mata.
 
 
 
 

sábado, 18 de agosto de 2018

Caixas de correio

Caixas de correio que fui desenhando pelo nosso pais fora. Desde Lisboa, Costa da Caparica, passando por Sintra, Leiria, durante um passeio pelas aldeias de xisto da Lousã, e terminando em Aveiro e Costa Nova

Festas do Mar. Cascais.

Concerto de António Zambujo e Luísa Sobral, nas Festas do Mar, em Cascais.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Praia do Barril - dia 1

A praia do Barril localiza-se no Parque Natural da Ria Formosa, a meio da ilha de Tavira. Uma das singularidades desta praia, é o percurso de acesso, que pode ser feito a pé ou através do comboio turístico, mas ambos permitem contemplar a beleza natural da Ria. Saindo do aldeamento Pedras D'el Rei, passamos pelas vendedoras ambulantes (roupa e fruta), seguindo-se a ponte pedonal de acesso ao apeadeiro do comboio turístico. enquanto uns mais corajosos fazem-se ao caminho, outros resguardam-se à sombra à espera do comboio, contemplando a paisagem.  


Depois de uma agradável viagem de 1 Km, chegamos à zona dunar, onde encontramos um conjunto edificado, hoje totalmente dirigido ao turismo, com lojas, cafés, bares e restaurantes, incluindo o Museu-Restaurante do Atum. Mas antes do glamour do turismo, estas casas albergavam os pescadores da faina do atum e as suas famílias (cerca de 80 famílias). 


Este conjunto era conhecido como Arraial ou Armação e foi construído em 1841, tendo funcionado até 1966. A azáfama da faina deu lugar à descontração e lazer dos turistas. O Arraial tem umas esplanadas e sombras ideais para uma café, uma água e uma leitura, ou então para um desenho. 


Nas dunas encontramos do Cemitério das Âncoras, uma homenagem aos pescadores que aqui trabalharam e à vida dura que tiveram.


Aldeamento Pedras D'el Rei - Construído na década de 1970, com uma área de construção bastante reduzida, onde os espaços verdes predominam. Mais do que um aldeamento, é um local de reencontros de várias gerações, onde se juntam famílias, acontecem namoros de verão, e namoros que dão em casamentos, onde se criam amizades, os amigos do churrasco, da bola, do ténis ou da piscina. O local ideal para descansar. 

Efeitos especiais


Simpósio




Parei na escadinha que desci diariamente, perto dos bn apartments e que me abreviava o caminho para a Alfandega.


Descemos até à Ribeira e procurámos um local para jantar, acabámos Ninho de Papagaio, uma taberna com mesas postas na rua como a maior parte dos estabelecimentos desta natureza... o Porto é cosmopolita e as ruas com restauração estão repletas de gente de todo o lado, ouvem-se inumeros idiomas. Come-se bem, por preços acessíveis, bebe-se bem e há muito para desenhar.
(Aguarela, caneta caligráfica, grafite e lápis de cor)                                                                       «in situ»

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

A vadiar no feriado

Foi assim mesmo: Pela manhã do feriado de 15 de Agosto, um grupo de vadios encontrou-se nas esplanadas em frente da Estação de São Bento com o propósito de "andar por aí"... Ao contrário dos habituais encontros do PoSk, já de si informais, este não tinha sequer destino definido, sendo que a ideia seria decidir entre todos no momento. Em suma, o prazer de desenhar por desenhar, apreciando o convívio e a companhia. Éramos nove, e da minha parte foi isto que saiu:

Rumámos para o topo da Rua Sá da Bandeira, onde a Capela de Fradelos era um motivo difícil de resistir...

O  habitual almoço.

Da parte de tarde, a partir do interior do Jardim de São Lázaro, pude finalmente desenhar uma esquina que há muito me andava a tentar...

E a jornada terminou com alguns dos que ainda resistiam. Tanto quanto parece, este belo dia foi do agrado geral e ponto de partida para novas vagabundagens num futuro que se espera breve.

UrbanGlass

Com alguns dos meus desenhos o Urban Glass https://urbanglass.org/  fez uma edição dos postais.
A edição, impressão e papel são excelentes.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Costa da Caparica

E para acabar, mais um sketch feito na Costa da Caparica. Como gosto de experimentar novos materiais, desta vez usei marcadores da Faber Castell ponta pincel, em tons cinza. Até gosto.



Porto: dia 2

Quando o tempo é pouco, os desenhos são feitos a correr, em pé, e a pensar para onde se tem de ir enquanto se está a desenhar. O resultado não é o mais importante, mas o processo, todos sabemos. Por isso este amontoado de pouca lógica. Ainda bem que o desenho não é uma fotografia! 😅

USK Symposium Porto by João Abel Mota - parte II



Partilho convosco a segunda parte de alguns desenhos realizados no Symposium deste ano! 

Sketch rápido da praça do Infante D. Henrique
Sketch rápido do estaleiro dos Rabelo (Gaia)

Aguarela de 7 min da ponte D. Luís numa manha de nevoeiro 
Pormenor do Cavalo de D. Pedro IV (Aliados)

Estaleiro dos Rabelo visto do Porto

Ponte da Arrabida

Perspectiva picada de algumas casas da Ribeira

Sketch do Porto visto de Gaia



Sketch rápido dos Aliados no momento da foto de grupo
Praça da Ribeira 

Vista da Alfandega

Costa da Caparica


Simpósio_Clérigos


Depois do workshop com o Renato Palmuti encontrei-me com o Zé em frente aos Clérigos. Não gosto de desenhar edifícios, mas senti-me tentada a resolver um grande problema.


(Aguarela, caneta caligráfica, grafite e lápis de cor)                                                                       «in situ»