Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blog só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

segunda-feira, 30 de abril de 2018

SEVILHA

O último desenho de Sevilha: a torre Pelli ao cair da tarde.

Latitudes

Em Óbidos, com um abril invernoso.

Composição Poética

No domingo de manhã, Óbidos ainda tinha uma dúzia de sketchers resistentes que ficaram a desenhar desde o encontro de sábado, nem dormiram (quero acreditar).

 O workshop centrava-se nos elementos de composição, na relação entre elementos e na forma de os enquadrar no caderno, as diversas intenções que uma relação de geometrias visuais no caderno pode ter e a influência que provoca no espectador. Ambicioso, talvez... mas pareceu-me mais motivador falar do que possa abrir os olhos, a mente e a sensibilidade do que me restringir a debitar regras...



Para todos, mas em especial, para aqueles que gostavam de ter participado neste workshop e lhe foi impossivel, aqui fica um pdf com o que tentei mostrar em blocos:
Workshop - Composição Poética (Link)

Espero que tenham gostado, até ao próximo ;)

Toyota Celica

Hoje tive  de ir mudar o farol de nevoeiro. Como era arranjo para demorar meia hora, o meu amigo Vitor, que para além de mecãnico também é um excelente desenhador, deu-me um banco e disse-me que tinha ali um excelente modelo para me entreter. O arranjo foi mais rápido que o desenho, mas valeu a pena.


Literatura e Viagens - Óbidos

Dia 28, no encontro Urban Sketchers Portugal, começou com o saudável reencontro de sketchers a puxar temas de conversa, depois, a manhã ficava cheia de Sol e calor, ideal para um desenho lento de descontracção.
 Quase na hora de reencontro a meio do dia, ainda deu para um desenho rápido.
 E de tarde, chuva e desenhos difíceis de sair com tanta conversa agradável,  mas ao fim do dia la saltaram para o caderno uns gatafunhos.

Sozinho... daqui ninguém sai vivo



Eu já sabia que ía encontrar as paisagens mais bonitas do planeta. O que eu não sabia era que ía encontrar o povo mais resiliente do mundo. ‘Encontrar’ é a palavra certa, pois os poucos mais de 300 mil habitantes não se deixam ver facilmente quando nos afastamos de Reykjavík.

Lá acabamos por achar um casal de agricultores, perto de Laugar, que transformaram parte da sua casa em alojamento local. Pernoitamos. Contaram-nos como se vive ali. O espírito comunitário é incrível. Todos exercem mais do que uma profissão. Quem limpa a neve das estradas, conduz o autocarro da escola e faz parte da equipa de resgates. Mesmo ao fim de semana, ninguém se atreve a recusar um pedido para ajudar nas tarefas da comunidade. Razões não lhes falta para desistir de viver ali: vulcões que acordam e tornam o ar irrespirável, nevões que cortam estradas, temperaturas negativas, quatro horas diárias de luz durante o inverno. Mas não. Ali ficam a criar ovelhas, cavalos e a trabalhar numa rede que amplifica a contribuição de cada um. 

Eu já estava a achar que a Islândia me estava a esconder qualquer coisa. Perguntei-me várias vezes "porque vivem estas pessoas aqui contra todas as probabibilidades?". Porque esta pergunta só faz sentido se pensarmos no indivíduo ou no núcleo familiar. O poder da rede comunitária é imenso, incalculável e poderoso.

Liguei a um amigo para partilhar as minhas descobertas. Contou-me que a selecção de futebol da Islândia tem melhorado muito devido ao espírito de equipa.  

Quando aterrei em Lisboa, soube que o Benfica tinha perdido com o Tondela...







Óbidos Festival Latitudes





Desenhos do meio do nada da China




Uma cidade de contrastes, o futuro de mãos dadas com o passado. É estranho e maravilhoso e precisamente onde queria estar.
Um beijinho, de algures na China.

Festival Latitudes, Obidos

3 desenhos de aproximação a Óbidos que escaparam entre os pingos da chuva tanto dentro do carro como no telheiro da Praça de Sta Maria que nos abrigou.

Festival Latitudes - Óbidos

Obrigada, gostei!




domingo, 29 de abril de 2018

Latitude - 2018



Vamos desenhar Óbidos a chover 




 ou dentro de um espaço muito interessante " Arco da cadeia" a beber uma ginja caseira



Ou participando num desafio "Composição poética" com Bruno Vieira


Casa de Sezim, Guimarães



Latitudes - Encontro USK PT - tarde

Depois do almoço no Muralhas, começou a chover. Dividimo-nos à procura de abrigos para desenhar.

Abriguei-me na Igreja de S. Pedro para desenhar a Igreja de S. Martinho.


Mais uns metros e um novo abrigo, um novo enquadramento. Confesso que de todos, este é o meu favorito. 

Um novo abrigo, um novo registo.


Às 17h "inaugurámos" a nossa exposição, na Casa da Música.


Apesar do cansaço e da chuva, decidimos ficar para a apresentação do José Paula (Marrocos) e do Grupo do Risco (Príncipe). Foi uma excelente decisão, valeu mesmo a pena.


A espera convidou a um último desenho. 

Para o ano há mais. Parabéns aos USK PT e à organização do festival de literatura. 




Latitudes

Festival de Livros de Viagem, em Óbidos.
Encontro de Urban Sketchers.
Igreja de SanTiago.


Marvão

Uma aguarela rápida da imensidão que o olhar captava por entre os telhados, enquanto bebia uma Barona, cerveja tradicional alentejana cujo rótulo quer-me parecer foi muito bem ilustrado por um dos nossos. Pedro Loureiro?




pessoas no comboio

Disenhar pessoas é siempre um gran reto para mim, siempre encontrei muito dificil e admiro aos sketchers capaces de captar as expressioes, e as pessoas em disenho em vivo. Mismo eu nao tenha muito jeito para esto que acho uma das mias asignaturas (cadeiras?) pendientes, siempre tento aproveitar cuando estou no comboio para practicar, nao a que rendirse nunca! As veces gosto de disenhar so com o marcardor preto o lápis, e um marcador fluorescente, é divertido. Ainda bem que a senhora a leer estaba muito concentrada na sua novela de mistério, porque assim nao diou-le para percibir que estaba a ser sketched!! XD  Onde é que ficará Elisabeth? O senhor de justo delante mia, decidiou mudar de assiento de repente, probablemente para disfrutar melhor das vistas do mar no camino de Oeiras a Lisboa. Saludos!




São Pedro de Moel


Festival Latitudes

Ontem estive em Óbidos para mais um excelente dia do Festival Latitudes. Levei a família comigo e quando assim é já vou mentalizado que irei desenhar pouco. Mesmo assim ainda consegui registar a fantástica apresentação do Marco António Costa intitulada "Tempos e espaços da viagem, no espaço heterotópico do caderno". Não se assustem com o título. Vale mesmo a pena visitar o seu blogue  https://sketchbooktherapy.wordpress.com/ . Eu costumo dividir a capacidade de ver de duas maneiras. Conseguimos desenhar de fora para dentro. É o que a maioria de nós faz quando regista o espaço que o rodeia. Mas também podemos desenhar de dentro para fora quando observamos o nosso espaço mental interior. O Marco parece que deixou uma enorme porta aberta entre esses dois mundos e viaja entre os dois de uma maneira surpreendente.
De tarde veio a chuva e a impaciência das meninas. Salvou-me o "Espaço Ó" que tinha preparado uma atividade para crianças. Durante a preparação da atividade consegui fazer um desenho de uma zona fora das muralhas, que passa muitas vezes despercebida. O espaço Ó é um espaço cultural muito interessante e cada janela é  uma  montra para Óbidos.



Óbidos, Festival Latitudes


Óbidos, castelo (Festival Latitudes), 28 de abril 2018.

Pelo Jardim Botânico

Aproveitando uma deslocação dos ASk-Aveiro Sketchers à exposição Photo Ark-National Geographic, patente no Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto, em cuja área envolvente se situa o Jardim Botânico, alguns elementos do PoSk resolveram associar-se e passar assim um agradável dia de desenho e convívio. Da minha parte, aqui estão os frutos da jornada:

O "Jardim do Peixe", que deve o seu nome ao formato do canteiro central.

Deslumbrante nesta altura com a sua glicínia e colecção de lírios, o Jardim dos "Jotas", assim chamado por causa das sebes em buxo que formam as iniciais de João e Johanna Andresen, avós da escritora Sophia de Mello Breyner que aqui viveu.

O indispensável e convivial almoço.

Da parte de tarde, e porque a fila para a exposição se estendia já pelo exterior, optei por me deixar ficar num tranquilo recanto do jardim. O agravamento do estado do tempo viria entretanto a encurtar este dia de desenho, recambiando para o conforto de casa os últimos resistentes... Mas valeu a pena.