As férias da páscoa foram uma oportunidade para voltar a Lisboa e rever velhos amigos e família. Ao contrário da Suécia, jantares tornam-se tão mais baratos em tascas locais e pode empurrar-se a comida para baixo com vinho abundante sem ir à falência. Claro que depois é preciso dissolver a camada de óleo que reveste o esófago com aguardente, mas nessa altura já o corpo já nem dá por ela.
Lisboa tem uma maneira de nos surpreender com lugares semi-secretos como o Park, o bar no terraço do silo automóvel da Calçada do Combro. Com o elevador avariado, os 5 andares pela escada de emergência foram o digestivo ideal para a oleosidade do jantar.
O preço das bebidas é acima da média, mas a vista privilegiada sobre a vida nocturna de Lisboa e a boa música fizeram valer a pena. Estava estoirado ao final de 15 minutos, mas as miúdas continuaram durante o que pareceu horas de dança.
Os taxis em Lisboa são um totoloto. Pode aparecer de tudo atrás do volante: os resmungões, os felizes da vida, os sonolentos, os políticos, os treinadores, os racistas, os eloquentes, os que não fazem sentido nenhum. Muito poucos são mulheres, e esta era uma delas. Regalou-nos os ouvidos com histórias e curiosidades sobre a sua vida de taxista e de lisboeta. A sua memória que mais me impressionou foi a de quando acordou com a voz do António Sala a dizer "o Chiado está a arder!".
5 comentários:
Muito boa esta tua reportagem, os desenhos são simplesmente sublimes, e os textos uma delícia. E o último de todos com a taxista e o António Sala em pequenino está uma categoria! parabéns
Belos registos
Muito obrigado!
Que delicia de desenhos, quer pelo conjunto quer individualmente! E então, enquadrados pelo texto cheio de detalhes saborosos...
Sem falar no Sala!
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