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Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.
John Ruskin, intelectual inglês do século XIX
Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.
Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio
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8 comentários:
Tópico interessante - penso com alguma frequência neste tipo de dilemas. Só mesmo passando por eles e digerindo estes casos é que podemos avaliar limites morais e pessoais.
Este caso é particular por ser uma pessoa acamada (e incapaz de reagir?). Eu não desenharia (creio) - mas não acho condenável quem desenhe, é uma escolha pessoal. E dá para discutir um pouco sobre o tema. Entre a solidão do hospital e o interesse de um estranho, qual será preferível?
Que o tema é difícil, é.
Que o desenho está óptimo, está.
Se o fazia? Provavelmente sim... gosto de ir aos temas mais difíceis...
...gosto de pensar que depende da atitude do desenhador...
...pode acontecer que quem é desenhado fique feliz...
desenhar = a ver... ultimamente aprendi que nunca devo de deixar de desenhar aquilo que "mexeu" comigo...por muito pouco que tenha sido!!!gosto muito do desenho!!!
De facto é uma pessoa incapaz de reagir (provavelmente alzheimer bastante avançado). Mas penso que foi aquilo que o PEF disse que me motivou a avançar, alguém se interessou, naquele momento ela foi alguém, existiu, quando aparentemente muitos preferem fingir que não existe.
O desenho está fantástico. Não diria que desenhar é um acto de amor, mas pode andar lá perto. E, neste caso, é com certeza.
Há pessoas, caro J., que existem porque lhes conferimos esse estatuto ontológico, ao nomeá-las, ao amá-las e respeitá-las, no seu e no nosso anonimato, nas memórias que se criam e se apagam, ao desenhá-la. E sobre a claustrofobia da nossa cidade... Se eu me identificasse, iria pensar: 'Olha este...'. Vantagens do anonimato.
A mim ocorre-me 'My name' de Lhasa de Sela, cuja audição me atrevo a sugerir http://www.youtube.com/watch?v=sAF1Ka1ogEg
Um abraço e keep up the good sketching
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