Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


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segunda-feira, 5 de março de 2012

Who´s that girl?

Não sei se tinha o direito de a desenhar, julgo que foi a primeira vez que me vi perante um dilema moral ao desenhar. Estou aberto ao debate.

8 comentários:

PeF disse...

Tópico interessante - penso com alguma frequência neste tipo de dilemas. Só mesmo passando por eles e digerindo estes casos é que podemos avaliar limites morais e pessoais.

Este caso é particular por ser uma pessoa acamada (e incapaz de reagir?). Eu não desenharia (creio) - mas não acho condenável quem desenhe, é uma escolha pessoal. E dá para discutir um pouco sobre o tema. Entre a solidão do hospital e o interesse de um estranho, qual será preferível?

Mário Linhares disse...

Que o tema é difícil, é.
Que o desenho está óptimo, está.
Se o fazia? Provavelmente sim... gosto de ir aos temas mais difíceis...

Maria Celeste disse...

...gosto de pensar que depende da atitude do desenhador...
...pode acontecer que quem é desenhado fique feliz...

B.Braddell disse...

desenhar = a ver... ultimamente aprendi que nunca devo de deixar de desenhar aquilo que "mexeu" comigo...por muito pouco que tenha sido!!!gosto muito do desenho!!!

J.Espadaneira disse...

De facto é uma pessoa incapaz de reagir (provavelmente alzheimer bastante avançado). Mas penso que foi aquilo que o PEF disse que me motivou a avançar, alguém se interessou, naquele momento ela foi alguém, existiu, quando aparentemente muitos preferem fingir que não existe.

Eduardo Salavisa disse...

O desenho está fantástico. Não diria que desenhar é um acto de amor, mas pode andar lá perto. E, neste caso, é com certeza.

P disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
P disse...

Há pessoas, caro J., que existem porque lhes conferimos esse estatuto ontológico, ao nomeá-las, ao amá-las e respeitá-las, no seu e no nosso anonimato, nas memórias que se criam e se apagam, ao desenhá-la. E sobre a claustrofobia da nossa cidade... Se eu me identificasse, iria pensar: 'Olha este...'. Vantagens do anonimato.
A mim ocorre-me 'My name' de Lhasa de Sela, cuja audição me atrevo a sugerir http://www.youtube.com/watch?v=sAF1Ka1ogEg
Um abraço e keep up the good sketching