Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Encontro Nacional USkP no Porto / 2

No sábado, terminados os desenhos pelas 17:30 h, houve lugar a uma amável prova de vinhos do Porto, nas margens de Gaia sobre o Douro, mais uma cortesia da editora Ponto M. Daí seguimos para o auditório da Porto Calém, onde iriam ter lugar 2 palestras.

A primeira foi do Tiago Cruz com o título "O Nós e os Cadernos: o diário em "diário gráfico"" onde reflecte sobre "Quando espreitamos o interior de um diário, alguma coisa acontece. Para quem vê e para quem é visto. Onde está, ou onde estava, o 'diário' nos nossos diários gráficos? O que é que lhe acontece, ou aconteceu, num processo de transição entre a esfera privada e a esfera pública? Nesta comunicação proponho uma reflexão sobre a natureza deste objecto e sobre um discurso semiótico que sublinha a privacidade e intimidade enquanto elementos subliminares deste artefacto comunicativo que aprendeu a habitar no espaço público." (nas palavras da sua sinopse).


A segunda palestra ficou entregue ao João Paulo Delgado com o título "A Porta é o Caminho - evolução da forma urbana do Porto", onde "quer fornecer uma chave para a compreensão do Porto", ou seja "por outras palavras, pretende oferecer uma síntese integradora do crescimento da forma da cidade, de modo a complementar a visão sincrética que os sketchers adquiriram ou venham a adquirir, através dos desenhos que executaram ou venham a executar. A apresentação apoia-se no grande manancial de representações gráficas do Porto, realizados por vários visitantes ao longo do tempo." (palavras da sua sinopse).


O 2º dia do encontro "Vamos Desenhar o Porto", no domingo, juntou todos os sketchers no mesmo percurso. Iniciado na praça fronteira à estação de metro da Trindade, fiquei logo por ali a registar o edifício do Arq. Souto de Moura e, a reboque, o edifício do Jornal de Notícias.


A seguir, descendo em direcção ao Jardim do Infante, onde seria servido o almoço oferecido de novo pela editora Ponto M, fiquei-me por uma das simpáticas cadeiras na Av. dos Aliados. Optei por registar a fonte/espelho de água da recente intervenção dos arquitectos Siza Vieira e Souto de Mouro, onde existe uma instalação efémera, uma semi-cúpula com garrafas de plástico que alojam no seu interior sardinhas coloridas.


A seguir ao almoço, os sketchers dispersaram-se, regressando às suas residências, muitos, como eu, apanhando o comboio para voltar a Lisboa ou outros destinos.
Levei comigo a memória de um grande encontro, numa cidade lindíssima e com tantos novos conhecimentos entre os sketchers.

5 comentários:

teresa ruivo disse...

Captas tão bem as expressões das pessoas...

Henrique Vogado disse...

Grande reportagem! O Porto fica belíssimo nos diários-gráficos. Uma excelente iniciativa com resultados ao mesmo nível.

Fernanda Lamelas disse...

Muito giros!

Filipe Pinto disse...

Ainda estás com a pedalada de Manchester? Grande ritmo. Gosto muito da perspectiva da Av. dos Aliados.

nelson paciencia disse...

Muita-bons!