Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Veneza

 

Uma dupla página feita no Moleskine de bolso. Primeiro dia em Veneza. Foi só largar as malas no Hotel e fomos visitar o Teatro de La Fenice. Depois pelas pequenas ruas dirigimo-nos para San Marcos e fomos revisitar aquela maravilhosa Catedral. Quando saímos sentei-me junto à laguna, primeiro a ver e depois apenas a fazer rabiscos, o encantamento era grande e o olhar andava perdido e vadio.

O rabisco debaixo tem história. Adoro os paus da laguna de Veneza e, atirei-me a eles. Tinha trazido o material mínimo mas sabia que tinha aguarelas. Pois tinha, mas os pincéis com água tinham ficado no Hotel. Como a caixa de aguarela tem um pequeno pincel fui-o repetidamente mergulhando na água da laguna. Rápido e impreciso mas, garanto, um desenho que nunca esquecerei.

Quando estava ainda a desenhar os paus  fui abordada por uma americana com quem estive à conversa algum tempo e que me pediu se podia ver alguns dos desenhos do caderno. Gosto muito destes encontros pois dão alma aos desenhos.

3 comentários:

ad astra disse...

apanhaste as cores e a melancolia da laguna

Maria Celeste disse...

...a maravilhosa história do desenho com agua da laguna...

Mário Linhares disse...

Veneza é sempre maravilhosa...