Feito no pequeníssimo miradouro do Convento de Sto. António onde pernoitámos; era ainda manhã cedo e, tirando o lado da igreja, tinhamos quase uma vista de 360º. Aproveitei o lado que dava para as salinas e que, bem perto de mim, tinha uma frondosa cortina de árvores.
Tenho olhos na cara e sei ver os inúmeros erros que este desenho tem mas senti que devia publicá-lo pelo enorme prazer que tive em estar na oficina de um grande Mestre gravador que conheci e que sempre admirei. Um verdadeiro privilégio que me comoveu.
O último desenho que fiz e onde escrevi o que senti, no que aos desenhos diz respeito, durante estes dois dias. Reza assim: Tavira não quer nada com a minha mão; não sei se os meus olhos se perderam nela ou se ela se perdeu nos meus. Um conjunto de desenhos falhados mas a cidade ficou em mim.Uma redescoberta a que terei de voltar ao meu ritmo, com o meu passo e com o olhar fresco e lavado para a eterna procura - peregrinação de mim.



6 comentários:
eu gosto muito do ultimo
O mais importante nos desenhos é a memória que nos deixam. Essa nunca tem erros.
...gosto muito do ultimo desenho...
...é diferente...
...foi Tavira que mandou...
Estao mt bonitos e expressivos. O que importa e o sentimento q colocamos em cada desenho. Gostei mt da casa de Bartolomeu
O texto ficou bem complementado com o desenho e vice versa. Ficam os desenhos como pavio para a memória de Tavira.
Gosto muito da ponte sobre o Rio Gilão ou sobre o Rio Séqua?
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