Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


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segunda-feira, 6 de abril de 2020

Weboficina 15 - A Linha, o canivete suíço da linguagem.

Quando foi feita a primeira linha?

Seria um traço na areia ou um risco de carvão queimado? Ninguém sabe.

Há quem diga que as linhas não existem, um pouco como as bruxas, mas estão em todo o lado, fazem parte da essência do desenho, e o que é o desenho? É um resumo de uma ideia, uma síntese, mesmo que seja da nossa ideia da realidade. A linha resume um contraste, um limite, uma transição… e um conjunto de linhas pode definir um desenho complexo ou simples, um esquema, um símbolo, uma palavra… é capaz de transmitir até emoções…

A linha tornou-se num elemento essencial de comunicação e possui a sua própria linguagem, intimamente ligada a quem a cria, seja uma linha direita, torta, fina, irregular, intermitente, inconstante, suave ou fortemente expressiva… pode sugerir movimento, certeza, delicadeza, nervosismo, incerteza, ritmo, etc…

Uma só linha pode criar manchas de contraste, texturas ou detalhes, fluir de forma ultra rápida e mesmo assim ser suficiente para que o nosso cérebro preencha os detalhes em falta e interprete uma mensagem visual. O cérebro gosta de linhas, de ritmos, de orientação, o resto é prazer da imaginação inconsciente.

O desafio de hoje tem o objectivo de vos fazer explorar as potencialidades gráficas da linha e consiste em dois desenhos sobre um conjunto de objectos, uma pessoa ou vista, interior ou exterior, podem optar por repetir o mesmo desenho ou mudar a perspectiva, o importante é que possa ser comparável.

Material:
Caneta ou marcador a PRETO.
Para os rebeldes que não gostam de preto, escolham uma cor escura.

Dois desenhos com expressões gráficas diferentes:
Preparação: Memorizar uma forma gráfica a seguir como nas sugestões abaixo, seja por dupla linha, distorção, texturas, contrastes, prioridade de linhas horizontais ou verticais, sombras trabalhadas de forma diferente, etc… (ver exemplos)

Execução: Desenhar de acordo com o grafismo escolhido e procurar que o processo seja quase automático, terapêutico, tentar compreender o potencial de cada grafismo sem grandes preocupações de proporção ou perspectiva.

Nota: O ideal é que escolham formas gráficas que não costumam usar.


Sugestões e Exemplos:



tag: weboficina15

4 comentários:

Fernanda Lamelas disse...

Eu alinho!

Teresa Ruivo disse...

Eu também! Só tenho que me “pôr em dia”. Mas com este dia sum/ dia não vai ser mais fácil!!

Ana Conceição disse...

gosto! remete-me para o cru da banda desenhada que lia. vou tentar!

L.Frasco disse...

Boa!!! Eu alinho numa de linhas!