Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Vamos ao Ginásio. WebOficina 12

Para além da importância do ter ou não ter jeito para o desenho (Ah! Discussão antiga e sempre recorrente), há um aspecto que não me deixa dúvidas:
A capacidade de riscar linhas direitas ou letras regulares não é inata! Depende apenas de aprendizagem, treino e tempo.
E nem sequer é fundamental para grande parte dos desenhos que fazemos. Há desenhos que são lindos apesar de completamente amolgados.
No entanto é conveniente, às vezes, conseguir um traço preciso, uma linha direita, um gradiente de valores ou um conjunto de marcas regulares. Para isso é importante treinar a mão.

VAMOS AO GINÁSIO!

Aqui ficam alguns exercícios que podem ser feitos com qualquer riscador, em qualquer lugar e em qualquer ocasião. Até durante aquelas reuniões mais chatas (bastava fingir que estávamos aplicadamente tomando apontamentos).

Algumas explicações da esquerda para a direita, de cima para baixo:
1.    Encher um quadrado de rectas paralelas. A dificuldade aumenta se for deixada uma reserva em que parte das linhas serão interrompidas.
2.    Espiral. Pode ser desenhada de dentro para fora ou VV. Pode-se aumentar ou diminuir a distância entre linhas.
3.    Serpentinas, ou qualquer outro motivo que, concentricamente, vão sendo mais carregadas, em degradé.
4.    Riscar rectas ortogonais apoiando a mão na borda do caderno. Quanto mais afastadas da borda menos fácil é.
5.    Bocas sobre linhas, letras e algarismos.
6.    Desenhar pontos o mais afastados possível e uni-los por linhas rectas.
7.    Experimentar vários padrões em quadrados contíguos para experimentar valores em degradé.
8.    Encher um rectângulo de linhas quebradas formando um padrão regular
9.    Abecedários e frisos horizontais
10. Linhas e frisos verticais - Não vale virar o caderno. É mesmo diferente desenhá-los ao alto ou ao baixo.
11. Há reuniões que são assim.
12. Desenhar rectângulos e preenche-los com padrões diferentes. Quanto maiores os rectângulos mais difícil o exercício. A dificuldade (e a eficácia) do exercício também aumente se o caderno ficar sempre na mesma posição em vez de o rodar para cada conjunto de linhas.
13. Experimentar abecedários e frisos com tamanhos diferentes.
14. Espiral com abecedário incluído. Aqui tenho mesmo de rodar o caderno!

Seria importante que estes exercícios não fossem feitos sempre ao estirador, mas também num sofá, em pé, encostado a uma parede, num local ventoso, no autocarro... em qualquer lugar, porque é aí que vamos usar o diário gráfico.
Como estamos reduzidos a desenhar em casa fica à imaginação de cada um a escolha de condicionantes que simulem as dificuldades mais comuns da vida de um urban sketcher. Contem como foi.

12 comentários:

Teresa Ruivo disse...

Quem não precisa de musculação? Obrigada MISTER Cabral :D

Fernanda Lamelas disse...

O Ginasio faz sempre falta... agora ainda mais!

Mário Linhares disse...

Um clássico fundamental para o desenho. Obrigado, Pedro pela proposta!

Manuela Rolão disse...

Muito bom! Vamos ginasticar, em posições desafiantes!

Alexandra Baptista disse...

Obrigada Pedro, mais exercício, estamos mesmo a orecisar.

Ana Conceição disse...

Há mesmo reuniões assim :)

José Louro disse...

Eficaz e enxuto! Muito bem!

Luís Ançã disse...

Só tu é que te lembravas duma coisas destas... muito bom!

L.Frasco disse...

Estas oficinas estão a criar um espólio inestimável de propostas! Grande ideia, Pedro!!

Fefa disse...

Ai Pedro...tanto trabalho...

Isa Silva disse...

ui, que exercicio :-)

João Catarino disse...

Não só treina como disciplina falta-me é o tempo.
Ginásio toda a vida, boa Pedro