Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

O CÃO-QUE-GUIA

Jovem cega que sai do trabalho junto ao Marquês de Pombal, por volta das seis e meia da tarde.
Apressadamente diz até amanhã a um colega e atravessa a passadeira em passo acelerado, recebendo a instrução do seu cão-guia para avançar. Não parece precisar da ajuda de ninguém e desaparece descendo as escadas. Volto a encontrá-la lá em baixo, na plataforma da linha azul. Não resisto a desenhá-la.
Desenho-a porque naqueles poucos minutos fico invadido de admiração por ela. Não tive o mesmo constrangimento quando desenho outras pessoas no metro. Sabia que ela não me poderia descobrir.
No final do desenho, tive pena de não lho poder mostrar...
 
 

2 comentários:

Maria Celeste disse...

...deve ter sentido a alegria de ser admirada e desenhada...
Parabéns pelo desenho

Manuela Rosa disse...

Um dia atreve-te a falar com ela e a dizer que a desenhaste.Conheço um jovem invisual que já foi meu aluno.A curiosidade dele pelo mundo visual superava os meus receios...