Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blog só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Caderno de Viagem Brasil 2018 - dia IX

26.06.2018 Último dia na Fazenda do Pinhal
 
Foi dia de encontro de desenho na Fazenda. Com aquele sentimento que tinha ficado tanta coisa por desenhar, madruguei, mas o calor levou-me para o interior da casa. Ainda bem, pois ainda não lhe tinha dedicado o tempo merecido.
 
O primeiro desenho foi o da Capela integrada na casa. Junto à capela ficam as alcovas, o local onde dormiam os bandeirantes.
 
 
 
Passei para a cozinha, atraído pelo aroma que já se fazia sentir - estavam a preparar a receção aos participantes do encontro. Ainda no interior, tinha que desenhar a melhor sala de refeições que já vi. Para além da beleza do espaço interior, destaco o enquadramento deste grande vão aberto para o pomar, onde se veem os raios de sol a penetrar por entre a copa das árvores, onde se vêm os macacos e os tucanos, tudo isto ao som da água que corre pelas canaletas. 
 
 
O meu último desenho na Fazenda, durante o encontro. Depois de recebermos os participante e de lançarmos o desafio, ainda houve tempo para registar este "cantinho" - o local onde termina a canaleta adaptada a pedido da condessa - introdução de degraus que tinha objetivos terapêuticos. Todos os dias a condessa caminhava por estas canaletas com degraus, por onde corre água fresca - ideal para garantir um melhor sistema circulatório do sangue e combater a artrite. Dizem que foi este o segredo da longevidade da condessa - faleceu com 103 anos.
 
Escusado será dizer que este desenho foi feito com os pés bem molhados, depois de experimentar o sistema na primeira pessoa. Se chegar até aos 100 anos, já sabem a razão...
 
 
 
E assim me despeço de um local fascinante, pela beleza natural e dos edifícios, mas sobretudo pelas pessoas que me receberam tão bem. Obrigado por terem aberto esta exceção de abrir as portas a um estranho…

Sadus

Sadus são homens que vi na India e no Nepal que abandonam a Família e renunciam aos bens materiais.
Estavam 48 graus e eu preferi desenhá-los…
Seguem uma disciplina espiritual, não cortam o cabelo, pintam a cara, são muito respeitados pelo povo como sendo santos…
Conselho de sadu: todos correm atrás da Felicidade mas a Felicidade está a correr atrás de todos...

O "Passeio das Virtudes"

Antropizaçao da natureza: desafio com um tema querido por arquitetos (e não só...): o resultado da humanização da naturezaou da intervenção humana sobre a natureza, modificando-a (para o bem ou para o mal...).

Para o desafio optei por uma boa modificação: os jardins que tanto embelezam as nossas cidades.

E atendendo a que se aproxima o grande evento anual dos Urban Sketchers que vai ter lugar no nosso Porto, aproveito para publicar no blog este sketch que pintei diretamente a aguarela, do seu belo jardim do Passeio das Virtudes”.



Quinta das Conchas





O folhetim das árvores com fundo azul.

Jardim da Mitra, Évora

O 61º Encontro de Évora Sketchers decorreu numa manhã tranquila no Jardim da Mitra em Évora.


(O som ambiente)

Feira de S. Pedro - a origem

No passado sábado, no final do dia do encontro nacional de aguarelas, fomos até à Feira de S. Pedro, no casal de S. Pedro, onde fomos muito bem recebidos.
"O Casal de São Pedro, em Dois Portos, foi palco de uma recriação histórica da primeira feira de Torres Vedras. A Feira do Casal de São Pedro decorreu ao longo deste sábado, 16 de Junho, e assinalou os 725 anos daquela que é considerada a primeira feira de Torres Vedras e que está na génese da Feira de São Pedro." (https://torresvedrasweb.pt)

1º desenho, enquanto os outros participantes jantavam fui apanhando alguns elementos singulares. A cor foi dada em casa.







No final da tarde/noite ainda houve coragem para desenhar a Taberna do Brandão. Um desenho atribulado, devido à interação com os turistas e os locais.






quinta-feira, 21 de junho de 2018

Fonte S João

Em Melgaço um jardim bonito, os granitos e as latadas sempre presentes, e as terras galegas espreitando.

PONTE DA BARCA (3)

A Taberna S. João em Ponte da Barca. Um belo local para partilhar desenhos, partilhar conversas e beber uns copos ao final da tarde.

Reportagem SSC dos Milagres 2018 [10 de maio]

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Estes foram os meus  dois últimos registos para a reportagem.
A Banda da Zona Militar dos Açores, por tradição,  encerra as festas. A sua prestação é normalmente dinâmica e alegre e este ano, nesse aspeto, não foi diferente, mas a atuação foi interrompida  pela chuva. Os nossos desenhos também foram borrifados... os sketchers que estavam presentes acabaram por se dispersar e os que chegaram mais tarde já não apanharam ninguém no campo. Não me apeteceu desenhar o fogo de artifício, embuziei e além disso, assusto-me sempre com os foguetes... 
Tive pena de não termos uma foto com todos os envolvidos no projeto ou, pelo menos, com todos os que por ali estiveram no último dia, mas conta a intenção e a vontade de, entre nós, desenharmos (ao longo de 12 dias) as festas e isso certamente que foi conseguido. Para mim, foi uma experiência tremendamente cansativa, mas inspiradora e saí dela renovada e com outro «olhar». Parabéns a todos os que participaram: Ana Cristina Moscatel, André Medeiros, André Vieira, António Cabral, Beatriz Arruda, Bernardo Silva, Carolina Furtado, Daniela Sousa, Fabiana Velho Cabral, Francisco Queiroz, Graça Viveiros, Isabel Albergaria, Ivo Baptista, Joana Reis, José Cabral, Laura Viveiros, Mafalda Ponte, Margarida Rodrigues, Maria Martins, Maria Rodrigues, Mário Ledo, Maura Barreto, Nicole Correia, Pedro Arruda, Raiane Oliveira, Raquel Sousa, Ricardo Cruz, Sandra Medeiros, Sara Estrela, Sónia Rosmaninho, Sotero Drumond Silva, Tatiana Sousa, Teresa Mota e Tomás Ferreira. Agradeço também ao João Gonçalves Dias, Lúcia Couto e ao Luís Caetano a paciência e a determinação fotográficaÀ Helena Monteiro e Celeste Vaz Ferreira - que vieram de propósito - agradeço a amizade e o amparo. Estou  (pessoalmente e em nome do coletivo) grata a todas as pessoas que nos ajudaram a realizar a reportagem in loco das festas: Sr. Cónego Pe. Adriano Borges, Sr. Ruy Pacheco, Sr. Provedor da Santa Casa da Misericórdia, Dra. Raquel Silva, Sr. Tenente Coronel Favita Marchã (Forte de São Brás), Dra. Ana Paula Andrade (Conservatório Regional de Ponta Delgada), Sr. Pe. Paulo Borges e à minha querida Ana Catarina Pimentel pelo apoio incondicional.


_obrigada!

Heritage Indoor Sketchers IV


Prometo não vos entediar mais com este dia que passámos em Évora, até porque já lá vai algum tempo. Este último desenho foi quase que uma despedida daquela cidade-sonho. Tínhamos já saído da Fundação Eugénio de Almeida, depois de um encontro de desenho tão bem organizado. Porém, apetecia-nos ficar naquelas ruas brancas, nem que fosse só mais um instante.

Sentámo-nos numa esplanada do Giraldo mas, subitamente, o céu escureceu e a chuva começou a cair. Tivemos então de salvar tudo, pegar nos cadernos e fugir para dentro do Café Arcada. Assim se explica que este desenho pouco tenha passado do esboço. Apenas mostra uma janela de céu azul, por onde o sol efémero ainda espreitava.

Canal de São Roque, Aveiro

Ontem fui dar uma caminhada ao fim da tarde, apanhei uma caneta e um caderninho leve e lá fui. A ideia era de fazer por merecer o desenho, só depois de uma hora de caminhada é que podia desenhar! Foi ao fim de meia hora... já não foi mau!

De um dos lados do canal pus-me a observar um armazém de sal ainda em funcionamento, creio que é o único, os antigos que ainda existiam e que eram património de interesse municipal, foram deixados ao abandono até ruírem completamente. Ao longo do canal, vão se vendo edifícios que tentam recriar o conceito formal dos armazéns, tanto pelas linhas como pelos materiais, as ripas de madeira. Um bocadinho mais ao lado desse armazém existe um edifício que creio que é um bar e um outro mais pequeno que parece um mini armazém, não tenho a certeza para o que é usado... Ao lado um mural evoca a salineira e o marnoto, trazendo-nos à memória tempos passados.

Sentei-me para desenhar este conjunto, a caneta não era a que pensava ter apanhado...uma papermate de feltro... mas a ver como consigo tirar partido dela! Gostei do resultado :)

Drink & Draw no Palácio Baldaya

Ontem, a partir das 19:00h, novamente na esplanada-jardim da Cafetaria do Palácio Baldaya, em Benfica. Encontro organizado pelo Tomás Reis.
Final de tarde de um Verão quente, numa esplanada de Lisboa. Assim Lisboa sabe bem: espaço agradável fora do bulício da cidade, boa companhia, uma bebida fresca, e desenhos que não podem faltar.


Açores





Açores, Ponta Delgada, Av. D. Manuel I.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Mais malta às cores




ainda o 1º Encontro Nacional de Aguarelas

1º dia do Encontro

Na 6ª feira, durante a hora do almoço, fiz uma "visita de médico" à Quinta da Viscondessa. Para além das fotos, ainda saíram uns registos rápidos.







Museu Metrologia

Enquanto esperava, no IPQ, visitei o Museu de Metrologia.
Um admirável conjunto de balanças (só desenhei umas poucas) entre muitos outros objectos de uma fantástica colecção.
E quem se recorda dos taxímetros a 2$50 a bandeirada? Lembrei-me logo dos Mercedes 180D pretos e verdes já presos com arames e ainda a cobrar.
E os relógios do bilhar?
A visitar, perto de Almada.

Doca de Alcântara


Com o calor que se faz sentir, porque não um passeio junto ao rio?

Escola Oficial, Azenhas do Mar, dia 20


Jacarandás

Muito calor, a selecção jogava e era hora de almoço...
Uma rapariga enquanto atravessava a rua exclamou:
 - Estes jacarandás estão lindos!

E foi assim que fiquei a saber que árvores eram. Confesso que não fazia ideia!


Torres Vedras - Araraquara IV


Após uma semana intensa de workshops de Sol a Sol, desenhei muito pouco mas irei revelar num futuro post alguns dos apontamentos que fui fazendo durante esses dias. Após todo esse cansaço (do bom) chega o esperado Fim de Semana e a  continuação do Encontro de Desenho do USk Araraquara. Sábado de manhã, voltámos a acordar cedo para desta feita rumar à Casa do Pinhal, a fazenda onde o André esteve em residencia artistica durante to da a semana. Apesar de ser Outono a caminho do Inverno, o Sol queimava e 28º é a temperatura que Portugal queria ter tido em Maio... 
A Fazenda é um lugar mágico onde cada recanto merece ser desenhado, sendo que não me vou alongar neste assunto que o André tão bem relatou nos seus posts. Após a sessão de desenhos, o Brunch! Foi sem dúvida um dos melhores que já tomei, dada a qualidade da comida e o fantástico cenário. Não desenhei porque a comida estava óptima e enquanto há comida, não há desenhos ;) 

Depois de voltarmos à cidade, eu, o António e a Cátia (os únicos Portugueses resistentes em Araraquara) aceitámos o convite dos nossos amigos Araraquarenses e fomos até ao Açaizeiro para comer uma taça gigante de Açai com uma vista fantástica para a rua amarelada pelo por do sol. As cores do por-do-sol em Araraquara são como as de Torres Vedras x 10. Os amarelos e as sombras púrpuras são lindas de morrer e não, eu não consegui colocar isso no papel. Como diz o António, se vamos lutar contra a Natureza, perdemos sempre...

Para terminar a noite e porque no dia seguinte íamos acordar bem cedo para o Encontro de Desenho, fomos com os nossos amigos para a Casa Bersanetti, o bar muito castiço na mesma rua do Açai. Petiscámos e bebemos à brasileira devidamente instruídos pelos locais, numa divertida saída pela noite de Araraquara, que seria a última antes de rumar a Lisboa...

Continua...

Mais desenhos aqui: intervalosalmoco.blogspot.com/2018/06/torres-vedras-araraquara-iv