Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

desenhando à velocidade da LUZ ...

Fui ali aprender com os mestres ... mas não cheguei a horas ... ora, os desenhos requerem a alma calma ... Graças à sabedoria dos mestres, lá se salvou o primeiro desafio ...
Depois foi o êxtase ... que delícia ... o desenho cego ( se bem que a minha calma ainda não me tinha encontrado ... isso é que foi desenhar às cegas :-) com a ajuda do Pedro e da Rita ... merci!!
 Desenho = meditação (LIKE)

Antes do almoço, chegou a lição das cores ... e a doidice das proporções ... também aprendi que um pouco de pigmento cola senhores ao chão ... e esta, hein?
Após uma sande de carne assada no Jardim das Oliveiras em "retiromode" ... mergulhei nos parafusos e nas engrenagens ... mas eu ... é mais flores ... Com a ajuda do Filipe Almeida lá consegui um vislumbre do que se pedia ... creio que por esta altura já tinha perdido uns quantos parafusos ...

Encontrei, em seguida,  uma jovem simpática, que falava Francês, sentada numa linda escadaria ... queixei-me dos parafusos e do fumo que o cérebro já começava a deitar ...acolheu-me com um sorriso e explicou-me a terefa em modo ZEN (era a formadora .. ups) Por sugestão do Formador ... o corrimão ganhou uma linha preta ... Agora já está ... mas foi bom o mergulho na cor e nos três planos ... os parafusos do monstro lilás e as sombras ? esses?  ... esqueçam ...
E no final ... já quase a cortar a linha de chegada ... o pânico ... um salão gigante e linhas e mais linhas acenando ... a tramada da perspetiva ... fiquei-me  pelo "recheio" ... as cadeiras são um tema que me tem sugado algum tempo ... estas nasceram em muito poucos minutos e já dominada por uma cegueira completa ... tombei na chegada ... já nem para a foto fiquei ... saí entre um e outro até já ... e pensei ... isto de vir a maratonas sem treinar diariamente ... não é fácil ... mas vale sempre a pena ! Venham mais tantos! Com coffee break, SIMMM?

Retrato da Rita em dia de chuva

...hoje, terça feira de carnaval, fiz com lápis de cor o retrato da neta (16 anos) da minha amiga Adelaide...
...a avó gostou e eu fiquei contente...

Convento dos Cardaes

Um lugar a descobrir em plena Rua do Século.
Há tesouros bem escondidos nesta cidade!




Foi este o meu contributo para a exposição "Narrativas de Interreligiosidade" que inaugura esta semana na Casa dos Mundos.


Caixa Super


carnaval, quando o hábito faz o duende

enquanto desenhava, passou um miúdo redondo com um barrete de strumpf que lhe assentava tão bem que o tornava azul. e feliz.

Rabiscos em família

A minha mãe a fumar com alguns esboços do chalana em fundo

A minha mãe (em dose dupla) a ver as suas séries policiais

O meu irmão a trabalhar

SOB O OLHAR DUMA URBAN SKETCHER - DAS AMOREIRAS AO RATO_II


SOB A RUBRICA "UM ANO A DESENHAR PARA O FUTURO 2016"

TINTA, PAPEL y CALLE_30Jan16.com Clara Nubiola, nas Oficinas de Vieira da Silva.


Agrupando as imagens de um circuito a pé em Lisboa e sem preocupação de pormenorizar, resumem-se os seguintes momentos do percurso das Amoreiras ao Rato e vice-versa. 

                                           I GRUPO - (no início Trv das Águas Livres, Rua das Amoreiras....)

                                            II GRUPO - (Rua Frederico Horta e Costa, Rua Silva Carvalho...)
                             

                                        III GRUPO - (com paragem de alguns minutos num jardim.                                                    Seguimos depois pela Rua Jorge do Amaral, Travessa do Barbosa,                                   avistamos os portões  limites da EPAL e, finalmente permanecemos no Largo do Rato donde regressamos à proveniência.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Entrudo de Lazarim

No Domingo Gordo fui conhecer o Entrudo de Lazarim, perto de Lamego. Fui um bocado a medo do tempo chuvoso que se previa mas valeu a pena. Não choveu e não houve grandes confusões, pois o dia alto é na terça feira dia 9, altura em que todas as máscaras  saem à rua, faz-se a leitura dos testamentos e é partilhada uma feijoada acompanhada pelo caldo de farinha e os petiscos tradicionais :). Nesse dia ouve um desfile de máscaras tradicionais de várias localidades: Grijó, Salsas (Bragança), Asturias e Lazarim. No último desenho tentei apanha-los entre as brincadeiras do desfile :) Mas de Lazarim houve poucos representantes, pois as máscaras ainda estavam a ser confecionadas, em absoluto segredo pelos artesãos locais.
Lazarim tem um entrudo tradicional e ancestral que se crê de origem Celta e é conhecido pelos Caretos, máscaras feitas de madeira de amieiro pelos artesãos locais. Também ia com curiosidade em conhecer o Centro Interpretativo da Máscara Ibérica, inaugurado à uma semana e recomendo! Tive vontade de ali ficar a desenhar todas as máscaras, têm exemplares fantásticos, representativos de todos os locais da península ibérica, em que a máscara é usada para estes rituais, tanto no Solstício de Inverno como no Entrudo. No CIMI também há um espaço onde podemos encontrar um artesão a esculpir as máscaras, mas que nesse dia estava muito ocupado e recolhido em sua casa a acabar as máscaras a tempo do entrudo :)

Já agora deixo também aqui umas fotos dos registos desse dia neste link :)







Pelo cortejo rua abaixo, tentei desenhar os Caretos durante as suas brincadeiras, alguns até pousaram :)

Aljubarrota_ o meu contributo e do Tomás

7 de fev_2016
8h30 - Casalinhos de Alfaiata - Torres Vedras


Apos o  Checklist dos materiais - partimos rumo a Aljubarrota, eu o Tomas e a Marta - 2 desenhadores e uma esposa/mãe com muitaaaaa paciência.


 

9h40 – Chegámos e à porta já havia um grupo de desenhadores vindos de vários locais do oeste e não só. Uns fumam, outros desenham e outros apenas aproveitam o sol que ainda se faz sentir.

Confesso que o 1º contacto com o CIBA deixou-me um pouco apreensivo, sobretudo com a forma do edifício (defeito de profissão). Por outro lado, o exterior composto por um espaço verde, interessante, começa aos poucos a seduzir-nos. Ao fundo, do lado contrário ao excêntrico edifício, surge por entre as árvores, um edifício branco de formas singelas, de onde se destaca um pórtico gótico: A Capela de São Jorge mandada construir por D. Nuno Alvares Pereira no ano de 1398. A Capela parece dizer-nos “Calma, se não gostares do moderno, visita o antigo, vem à minha beira e desenha-se até te fartares”. A mensagem ficou registada.
 

10h –entramos no CIBA e somos assaltados pelas frases escritas no pavimento que enaltecem os feitos dos nossos antepassados e apelam ao nosso orgulho patriótico.

Destaco esta (bem cara a todos aqueles que gostam de desenhar): É proibida a entrada a quem não andar espantado de existir…”

De seguida fomos recebidos pela nossa anfitriã, a Tânia, que nos brindou com cadernos personalizados.

   
Assim que terminámos o check-in passámos à cafetaria, onde nos esperava café, chá, fruta e bolos. Uma delícia.

 
Às 11h demos início à visita guiada, onde nos foi feito o enquadramento da Batalha que pôs portugueses e castelhanos frente a frente.
Uma pausa para desenhos. Todos muito concentrados.

 

Aqui estou eu e o Tomás…


 
Os jovens desenhadores… parece que o futuro está garantido…e bem entregue

 

Depois do convívio ao almoço fomos desenhar a Capela de S. Jorge
 
 

Às h 15h30, seguimos para o centro interpretativo da 1º Posição da Batalha, onde encontrámos uma peça arquitectónica bastante interessante pela forma como se relaciona com a paisagem envolvente e sobretudo pela vista panorâmica sob o Mosteiro da Batalha, sim o “monstrinho” que todos tivemos de enfrentar , mas em vez de espadas, utilizámos as canetas.
 
 
 

Perante o “monstro”, há que enfrentá-lo ou não fossemos nós gente do Oeste. Vamos a ele (pelo menos tentámos)

 
No final um passeio pelo campo….

 
…e um desenho para a despedida…

 
Estes são os desenhos do Tomás. Sempre a surpreender-me...
 




 

….adeus Aljubarrota…obrigado Aljubarrota

http://andreduartebaptistaarq.blogspot.pt/2016/02/3-encontro-oeste-sketchers-aljubarrota.html

oeste sketchers - 3º encontro - Aljubarrota

7 fev_ Centro Interpretação Batalha de Aljubarrota
 
Um dia fantástico entre amigos.
Fomos recebidos de forma bastante profissional pela Tânia, que nos brindou com um caderno personalizado, seguindo-se café com bolos. Uma receção típica do Oeste.
Antes de começarmos a desenhar, foi-nos lançado um desafio: deixar o caderno no CIBA para que os nossos desenhos possam expostos ao público. Desafio difícil, já que os cadernos ficaram fantásticos e só queríamos levá-los para casa. Mas vale o sacrifício, em breve estarão novamente connosco.
Depois de uma visita guiada personalizada, onde tivemos oportunidade de desenhar armaduras e personagens da Batalha, seguiu-se o vídeo da Batalha - simplesmente fantástico.
Depois do almoço em grupo, seguimos para a Capela de S. Jorge para mais uns riscos.
Antes do lanche houve oportunidade de irmos à !ª Posição da Batalha, um espaço interessante com vista panorâmica sob o Mosteiro da Batalha - é claro que teve de ser desenhado.
No final, o ar de satisfação nacara dos participantes era inegável. Retemos a forte adesão de participantes que vieram dos quatro cantos do Oeste e não só... Realçamos sobretudo a participação de tanta cara nova... o futuro está garantido. Obrigado CIBA
 
 
 

 

 


 

fotografias e desenhos
https://www.facebook.com/media/set/?set=oa.1025176267543728&type=1

Mais um desenho...

Eu sei que já publiquei hoje mas este é acabadinho de fazer.
Fui caminhar mas não resisti à vista sobre o rio. Por isso é que as caminhadas não resultam...



Central Tejo


"A grande escala do edifício é preenchida interiormente por diversos elementos máquinas, passadeiras metálicas, inúmeros instrumentos que se constituem como os protagonistas, sendo que o homem o operário naquele espaço, aparece como figura secundária. Falta assim uma escala humana, que tenha sido pensada para o homem enquanto homem, e não enquanto parte integrante do processo produtivo. Os espaços sentem-se assim como opressores; à semelhança das prisões de Piranesi, parecem “engolir” os seus utilizadores na sua escala e complexidade. Pressente-se a natureza do processo de fabricação, o doloroso e violento trabalho que implicava a produção de electricidade."

Retirado de projeto para obtenção do Grau de Mestre em Arquitetura de Rita Vaz Conceição Silva Medina que vale a pena ler aqui





Não há estendal que aguente

Não há estendal que aguente 18 kg de roupa molhada num dia cinzento e húmido.
 30 minutos, 3 euros, um desenho e uma fotografia depois,  e está  tudo resolvido! Parece-me bem!



técnico

Estava uma fim de tarde sol e nuvens, talvez por isso me saiu este desenho que parecem ser dois, de tão diferentes as metades...