Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

terça-feira, 26 de maio de 2020

Rabiscos


Marcadores silvestres

Tenho mesmo uma grande frustação de ainda não ter conseguido uma cianotipia de jeito, por isso continuo com estas imitações baratas :D
Mas o resultado fica bonito! Marcadores em papel de aguarela com desenhos de plantas silvestres que apanho nas caminhadas. Desta vez as plantas foram pintadas com ecoline branca sobre aguarela, cor indigo com azul ultramarino.
Foram todas para oferecer, para trocas entre amigos, é muito bom receber uns miminhos por correio :)






Quinta das Conchas


segunda-feira, 25 de maio de 2020

Trabalhos Florestais


Covidário V


Covidário IV


Covidário III


Covidário II


Covidário I


As mais poderosas




Quem não conhece as duas mulheres mais poderosas da Saúde em Portugal?
Dizem que Graça Freitas é uma falsa frágil ,Marta Temido  teme o Covid19, diz que errou, e vai para a cabeça do touro tentando fazer melhor.
Depois de 84 conferencias de imprensa da DGS tento extrair o importante e relativizar o que é relativo.
Olho agora para algumas dessas conferências que começaram no inicio de março e sinto que passaram anos.

Fiquem bem e Mulheres ao Poder

Reencontro de familiares


Da minha varanda, observo aos fins-de-semana o reencontro das famílias nas casas vizinhas. Normalmente chegam de carro, estacionam ao pé e ficam em frente da casa a conversarem com pais ou avós. Nestes desenhos captei 2 casais novos na conversa à distância. Não há beijos e abraços, mas matam-se saudades ao vivo e a cores. 
É bom assistir ao contentamento de todos, dentro do que é possível actualmente.


domingo, 24 de maio de 2020

Trabalhos florestais


Saída (para desenhar o mar)

Gosto de estar em frente ao mar e desenhar as ondas em direto, só com pincel. E foi o que fiz , peguei num bloco de papel e  nas aguarelas e fui até às arribas entre a praia da Adraga e a Praia Grande. Estava vento e demorei pouco tempo no local. A pedra em que me sentei também não era confortável. Numa proxima vez levo o cavalete e desenho muitas ondas.

Por Aveiro

O Sol já estava forte e infelizmente Aveiro não tem muitas sombras fara fugir ao calor, por isso os locais para desenhar reduziram-se às vistas desde as sombras que conseguia encontrar. Felizmente num dos meus locais preferidos, o Cais dos Botirões, aquele banco à sombrinha entre o nº 26 e 27 estava no sítio certo! 


sábado, 23 de maio de 2020

Rabiscos


Aqui ao lado, no campo

Aqui ao lado pelo campo :)
Foi a 3 de Maio, logo depois do fim do estado de emergência, pela primeira vez, dividi o tempo da minha caminhada com um desenho dos campos repletos de flores silvestres, que tenho mesmo aqui ao pé de casa.

Lápis de cor

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Fantasiar com o que encontramos dentro de casa

Enquanto olhava para o copo dos pincéis, procurando responder - com dias de atraso - ao desafio proposto pelos USkAçores, ocorreu-me fazer uma descida ao «céu». Estou tão saturada de não poder andar por aí, mergulhar na paisagem e... ficar. 

Sair, Desconfinar e Ver o MAR!

Faço parte dos portugueses típicos: aqueles que sentem que lhes falta algo de importante quando são privados de ver o mar.

Por isso, para mim, a porta aberta ao desconfinamento, que está implícita no desafio 110 dos USk é também e sem dúvida para ir ver o mar. Foi o que eu fiz!

Era tanta a saudade que foi como se a porta se abrisse e o mar quisesse entrar em casa de tanto ser desejado.


O meu jardim









O Jardim dos Ulmeiros, em Telheiras ,é o meu jardim.
Vejo-o ano a ano tomar as cores de cada estação.
Durante este período tem sido o meu escape e obviamente o sitio escolhido para o passeio higiénico diario.
É maioritariamente um jardim de arvores, arbustos ,e também de grandes espaços relvados.
Gosto sobretudo de umas belas oliveiras velhinhas ,do tempo das quintas fora de portas, em Lisboa.
Assim o vejo agora com as cores de Maio.

Fiquem bem

Dia de espiga


Flores silvestres

Não tenho feito muitas publicações, um bocadinho por falta de tempo... coisa que não me falta agora, por isso vamos por os posts em ordem :)
Durante o estado de emergência tive uma semana de férias forçadas por altura da Páscoa e ao final do dia fazia sempre uma caminhada para desentorpecer os joelhos. Felizmente tenho uma zona campestre ao pé de minha casa e nesta altura cheia de lindas plantas silvestres. Não gosto muito de apanhar flores para as desenhar mas passar por elas todos os dias era uma tentação e parar para desenha-las estava fora de questão, por isso acabei por apanhar algumas e as tardes foram passadas a desenha-las e a fazer algumas experiências :)

Guache sobre aguarela
Aguarela e tinta acrílica sobre aguarela
Tinta acrílica sobre aguarela
tinta da china e aparos
Lixívia sobre guarela
Tinta da china colorida com aparo de bambú

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Farol da Guia

Fomos aos Cachorros da Boca do Inferno.

Alcachofras

A liberdade permite ir mais longe nos passeios a pé. Hoje dei com um campo de alcachofras. Fui a casa e  agarrei em luvas e tesoura para fazer este arranjo para casa. Eram tantas que não se notou a falta de algumas naquele lindo campo no Vinagre.

"Um doente não é um utente"

conversa do campOvivo na Rádio Movimento sobre cuidados a ter nesta fase da pandemia

quarta-feira, 20 de maio de 2020

segunda-feira, 18 de maio de 2020

A desconfinar


Desenhei muito pouco nestes quase 2 meses de confinamento. Nunca me consegui motivar muito para desenhar em casa... pelos vistos, do que gosto mesmo é de desenhar na rua.
Este foi o primeiro desenho que fiz no exterior desde que foi declarado o estado de emergência, e soube-me "que nem ginjas".

Uma Viagem á India (A)riscar o património literário


“Uma viagem á India” de Gonçalo M.Tavares,foi o livro que escolhi para este desafio.
  Bloom,o personagem da história,faz uma viagem á India,para esquecer o passado e para se   encontrar.
Na busca desse ideal está sempre subjacente o tédio existencial.
A obra é desconcertante ,como tudo o que Gonçalo M.Tavares escreve.E interpela-nos.Ficamos sem chão ,num equilíbrio instável.Por isso, gosto dele.
Depois da pandemia (ou durante) que outro Eu vamos ser e que viagem épica nos é pedida?
Será que o Covid nos pode “impedir o definitivo tédio de Bloom”?

Fiquem bem

Praia da Ursa

Isto é que é o verdadeiro desconfinamento!!!

Finalmente!! a desenhar cá fora!!

Não sou de caminhadas. Poucas tenho feito nesta época de confinamento. A minha higienização mental faço-a com desenho.
No entanto, desta vez acedi a acompanhar a família, consciente de que o corpo exige mexer-se e o desconfinamento passa também por isto. Mas, para me motivar, levei o bloco, uma caneta, pincel de água e aguarelas.

Ao fim de 4 km parámos junto ao Santuário de Nossa Senhora da Conceição da Rocha, em Queijas - erigido no local onde, em 1822, descobriram uma imagem da Virgem numa gruta. Também foi o ponto de encontro escolhido por 3 famílias  para se reverem pós-confinamento, à volta de uma "jolas" e gelados para as crianças.

Depois foram outros 4 km de regresso, satisfeito por, enfim, fazer um desenho no exterior passados 2 meses.




tapeçaria «luminescente»

Fui - munida de máscara - espreitar o campo de São Francisco levando comigo poucos utensílios de desenho e um caderno relativamente pequeno.



Encostei-me num canto do «altar» que foi espontaneamente tecido pelas pessoas ao longo destes dias. São velas, são flores, são promessas e votos de esperança que cobrem o adro da igreja formando uma tapeçaria «luminescente» com aroma, cores e textura da festa do Senhor Santo Cristo dos Milagres. Esta manifestação -popular- deixa um cunho de forte identidade e serena resiliência sendo incrivelmente genuína.

Serve the City


 

Serve the City é uma associação de voluntariado pessoa-a-pessoa,  que pretende construir pontes que aproximem os cidadãos, particularmente os mais fragilizados. Em tempos de Covid , a Equipa Amizade em Linha tenta acompanhar por telefone  algumas das centenas de pessoas que costumam sentar -se à mesa nos jantares comunitários (que muitos de nós já desenhámos), impossíveis de fazer neste momento.
 Hoje conheci o Paulo, com quem tenho vindo a falar ao telefone durante a quarentena.
Apesar do seu discurso confuso, próprio da sua condição psicopatológica, o Paulo é muito simpático. De viseira em punho e calças de camuflado conversou longamente sobre o sua relação próxima com os Góis, com procuradores  gerais, com chefes da PJ,com  presidentes disto e daquilo.
 A tudo vou acenando com a cabeça, e alinho na conversa. Afinal, se essa é a sua realidade mental, quem sou eu para o contrariar?
 Só espero que a sua viseira embaciada o consiga proteger... Eu cá vou continuar a ligar-lhe! 

Uma crónica de Manuel da Fonseca