Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Banhos & Desenhos 1

Praia da Samouqueira, Sines. Protegida, pequenina, encravada nas rochas, rodeada por rochas. Fomos lá ter a conselho de amigo que também não gosta de vento, porque aquela costa é agreste. Os utentes são como eu gosto: sem bola, sem cães, muito quietinhos.







O Elevador da Glória...



...já cantavam os Rádio Macau. Aposto que a canção nasceu mesmo porque nunca tiveram de subir aquilo a pé... De facto, de elevador é bem menos cansativo...

... mas eu fui à volta, pelas Escadinhas do Duque. Não é tão penoso como subir aquela calçada e é uma vista bem mais agradável. 

Alejandra e Margarida

 Alejandra e Margarida
 Retratos à mesa de um inesquecível almoço em Alfama com um simpático grupo de desenhadores.

Sobreposições... #12


E... mais um caderninho concluído. Gosto desta, aparente, desorganização do caderno todo aberto.
(Caneta caligráfica EF, Windsor & Newton Water colour Marker, Faber-Castel PITT artist pen White 101*** a)                | «in situ» |

Ruínas das Termas do Cró


Há vestígios de balneários romanos nesta zona termal que está em ruínas desde a década de 60 e no concelho do Sabugal há muitos vestígios da civilização romana, desde túmulos a pontes. As construções e as ruínas graníticas proporcionam sempre motivos que são agradáveis de desenhar.
Aqui, no Cró, já existem novas termas e um hotel de 4 estrelas, mas eu prefiro sempre desenhar a história ou o património perdido.


Praça de Touros

Ronda

Retratos em Madrid

Depois de comermos umas tapas no Mercado de San Miguel, sentámos-nos numa esplanada a beber algo fresco. A Nini bebeu um sumo com várias frutas, mas eu só conseguia sentir o sabor a côco... não era lá grande coisa.


Depois de uma caminhada até ao Parque del Retiro lá fomos beber mais um refresco, que foi quando a Nini me desenhou. Claro que ela não ficou satisfeita com o resultado, como nunca fica, mas eu gostei muito!


Ps. Isto de colar os recibos nas páginas do nosso diário fez-me pensar que seria uma boa alternativa, bem mais divertida, de entregar as despesas para o IRS!

SINGAPURA ( 8 )

"ACHAMOS QUE O DIÁRIO GRÁFICO MELHORA A NOSSA OBSERVAÇÃO"


O Simpósio terminou no sábado e guardei o domingo para passear e desenhar em Singapura ao meu ritmo. Havia apenas um pequeno problema: só tinha dois dólares no bolso. Depois de procurar um multibanco na zona do hotel resolvi ir tomar um café e fazer um desenho. Enquanto observava e desenhava descobri, escondido debaixo de uns arcos, o letreiro do ATM.


Segui então para a zona da baía, a mais moderna, a mais turística e a mais cara de Singapura.


Extravagância asiática: Hotel em forma de barco com piscina e palmeiras no topo.


O leão branco, simbolo da cidade. No desenho não parece mas estava rodeado de milhares de turistas.

1.º / 39 - Sardoal

O desafio de fazer um desenho por dia,
Até voltar a estar na sua companhia.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Luchapa

Jazz às quintas, no Palácio do Egipto, em Oeiras.
O concerto foi interrompido pela chuva e o desenho também. Hélas.

SINGAPURA ( 7 )




Último dia do Simpósio.
Como nota curiosa pode-se ler no primeiro desenho, num pequeno cartaz do lado direito, "turtle soup" (sopa de tartaruga). O segundo desenho foi feito durante a hora de almoço e o último durante o Sketchwalk final.

Sobreposições... #11


 Na  esplanada da praia grande de Água d'alto... almoçámos junto ao mar, foi simpático.
(Caneta caligráfica EF, Windsor & Newton Water colour Marker, Faber-Castel PITT artist pen White 101*** a)                | «in situ» |

Instituto do Cinema e do Audiovisual

 
 
 


Num anexo da antiga Tóbis Portuguesa. O espaço por fora  foi decorado  com bonecos variados de homens com cabeça de máquina de filmar e estão muito bons. Penso, pelo que li na Time Out que houve até um concurso.

Há uns tempos fiz o primeiro e hoje quando passei atirei-me ao segundo, o meu preferido continua lá a chamar por mim, talvez um dia me atreva.

Vou fazer o almoço


Os Clérigos vistos da Sé


Encontrámo-nos no Terreiro da Sé, na manhã de um domingo sereno, já quase a fechar Julho. Embora o plano fosse começar logo a descida, preferimos ficar por ali um pouco mais, tão desenhável é o local. E, claro, a vista da Torre dos Clérigos lá ao fundo, erguendo-se altiva por trás do casario, foi o motivo escolhido por vários de nós, ou não fosse o ângulo que a apanhava um dos poucos à sombra...

Este foi o meu primeiro esboço aproveitável do dia, bastante rápido para os meus padrões (menos de 15 minutos). Antes tinha perdido demasiado tempo numa tentativa abortada do pelourinho, que ficou com céu a mais e terreiro a menos, transparecendo ingloriamente nas costas do desenho:


(Uma imagem do grupo, atrasado mas bem-disposto, neste local pode ver-se aqui.)

Hala Madrid!

Nos últimos tempos andei um pouco arredado dos desenhos e do blog. Felizmente os últimos dias já sabem a férias e estou de volta aos desenhos! Para já, ficam aqui as primeiras páginas de um diário de viagem que eu e a Nini decidimos compor para um curto mas bem vivido fim-de-semana em Madrid. Mais virão nos próximos dias.

Não sou grande fã de andar de avião, mas 53 minutos com uma caneta na mão passam bem rápido...



Adoro quando as carruagens de metro têm bancos corridos virados de frente, tornam bem mais fácil captar as gentes, sobretudo se dormem.



Primeira paragem para fins turísticos em Madrid foi no Palácio Real. Enquanto a Nini tirava a primeira foto da viagem com a Polaroid, eu lancei-me ao papel, pouco preocupado com a exactidão das linhas deste mamute real, fazendo antes a caneta esvoaçar pelo papel. De acordo com a guia de um grupo de turistas que num estalar de dados cobriram vários degraus nas escadas da Catedral de Almudena, este é o maior palácio da Europa Ocidental.




Desenho (quase) cego


Sentei-me numa esplanada na Rua da Vitória para almoçar, com vista para um largo bem interessante no cruzamento dessa rua com a Rua da Prata e eis que quando começo a desenhar, o chapéu de sol tapava-me a vista quase por completo... Ainda me desviei um pouco para ver o que podia, mas sem grande efeito. Só via os pisos térreos e pouco mais, portanto restou-me desenhar de memória... Alturas, números de pisos e número de vãos, esqueçam lá isso... :D

Voltei a comprar um bloco da Mitos com uma folha execrável para aguarela, como tal uso agora a minha Art Pen da Rotring (desliza tão bem nestas folhas!) e marcadores Faber Castell Artist Pitt.

SINGAPURA ( 6 )


Saint Joseph´s church.


Uma banca de adivinhação do futuro, no meio do mercado. À entrada tinha um pequeno altar com um buda.


quarta-feira, 29 de julho de 2015

Desenhando por Lisboa


Um dia cheio de sol, de desenhos, de bom convívio e uma sardinhada com "efeitos especiais" de fumo. Agradeço ao Pedro Loureiro por esta fantástica ideia que nos levou a percorrer miradouros e ruas de Alfama. Aqui fica o registo da primeira paragem.


Largo Duques do Cadaval e Terraços do Carmo

No Encontro com as Sketchers

El Rocio e mais calor

Nem sempre são os lugares mais bonitos a dar-nos os mais bonitos desenhos. Neste caso fiquei muito satisfeito com o resultado final de um desenho feito num caderno panorâmico com difíceis dimensões para desenhar "em cima da perna".
De noite, muito de noite, aflito com o calor que ainda se fazia sentir, na esplanada de lugar não muito bonito, de um péssimo restaurante, numa localidade chamada El Rocio, às portas do parque nacional Doñana.
Bebi um litro e meio de água. Aproveitou-se o desenho.

Desenhar pode ser uma profissão de risco - Lamego #3

Mais uma ida a Lamego para registar esta magnifica casa Quinhentista antes de se iniciarem as obras. Deu para perceber que houve evoluções quanto à sua degradação, alguns elementos que desenhei na visita anterior já não existiam. Desta vez fiquei mesmo com a sensação que desenhar também pode ser uma profissão de risco, eheh :D
As fotos são da Alíce.
Mais desenhos desta casa em http://suzananobredesenhos.blogspot.pt/search/label/Lamego








"Único pedido, desenhar este buraco, de resto desenhas o que quiseres." Fiquei mesmo com a sensação de uma profissão de risco eheh :)



instantes com pessoas dentro

um deste dias a minha vizinha do toldo nem deu por nada e eu, ainda assim, a medo, fiz uns traços
em casa completei a tinta e coloquei o jornal
mas os pés ficaram abonecados...





 os senhores ali à babuja estavam a pedir: faz ao menos os contornos
e eu atrevi-me
(havia um terceiro, mas censurei-o, que onde já se viu apenas dois cavaqueando?!)
este foi ousadia, mesmo,  e a culpa foi do espelho que alguém colocou ali à minha frente