Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Ver a ponte...


Desafio 76 - Rua sem casas

DESAFIO 76 - MARÇO 2017 

RUA SEM CASAS 
Participa até 25 de Março de 2017



O desenho mais comentado no desafio do mês de Fevereiro é da autoria de Patrícia Ferreira, que fez um contraluz entre o quente, o frio e o gelado.

Atenção à etiqueta que é Desafio76

as chaminés de Campo de Ourique




Mais um belíssimo encontro em Campo de Ourique, desta vez para desenhar as chaminés, numa espécie de peddy paper, com muita animação e conversa à mistura!

Experiências com o Grey Book


Um dia de sol na esplanada é perfeito para um desenho descontraido e para colocar luz em vez de sombras.

O Carnaval de Torres Vedras em 3 actos: III Fazer parte da loucura

Dentro do corso senti-me invadido pelo espírito de Carnaval. Desenhei, dancei e fiz amigos. Tirámos fotografias juntos. Encontrei o Wally (EH , EH). Os foliões desenhados apoderaram-se do meu caderno e escreveram mensagens nele. 
Conheci a Ângela a amiga da Merkel. Comi chouriço assado oferecido por um grupo de foliões.
E conheci o Carlos  que quis assinar o desenho porque assim ele vale mais. Afinal de contas foi a primeira Matrafona a ser entrevistada na TV.

Ainda hoje oiço a festa no ar. Olho para cada desenho e viajo para lá. Não se vai a Torres Vedras assistir ao Carnaval. Em Torres Vedras vai-se VIVER O CARNAVAL. É uma experiência humana formidável porque apesar de existir uma organização forte para que tudo corra bem, continua a existir a espontaneidade de quem vive a festa como se o mundo fosse terminar amanhã.
Até para o Ano!





Em casa

Se há festinha que dispenso sempre, ela chama-se Carnaval, não me levem a mal

Na bolha

Smartphone, headphones e já está

Urban sketch de interior, acho...


Pequeno Jardim #42


anda comigo ver os comboios...




O Carnaval de Torre Vedras em 3 actos: II – Entrar no interior da loucura

O Corso continuava a passar. Precisava de estar dentro do acontecimento. Lembrei-me que o Pedro e Bruno nos tinham dito que podíamos subir para um carro alegórico. O problema era chegar lá. Por fora era impossível furar o cordão humano. Decidi ir pelo interior do desfile. Dentro do corso a alegria era contagiante. Comecei a desenhar tudo em meu redor. E para acompanhar o corso enquanto desenhava comecei a caminhar para trás à mesma velocidade dos foliões. Foi a técnica perfeita.

 Estava a adorar estar no meio da pessoas. Desisti de subir para o carro alegórico. Estava no sítio certo, no meio da loucura. Desenhei as pessoas que passavam por mim mas também o carro alegórico que se aproximava.
Uma Matrafona (eu) a desenhar no meio do corso começou a dar nas vistas. As pessoas começaram a falar comigo e a pedir-me para as desenhar. Aqui vai um retrato do Mário e da Maria. A certa altura senti que o corso tinha abrandado só para eu ter mais tempo para desenhar. Vou acreditar nisso como sendo certo.

Por esta altura senti que eu próprio já fazia parte da loucura. (Continua......)


Chaminés de Campo de Ourique

Manhã de sábado dia 25 de Fevereiro 2017, reunimo-nos em frente à Igreja de Santo Condestável, e ao Mercado de Campo de Ourique, com a finalidade de desenhar as seis mais emblemáticas chaminés, deste bairro de Lisboa. O percurso foi dado e bem orientado pela Rosário Félix, tipo peddy-paper, pois o tempo era pouco até ao almoço. Este tema desde logo suscitou-me curiosidade, mas deu-me muito prazer.
Tudo acabou no Jardim da Parada, com a partilha dos trabalhos.

As duas primeiras, com um prédio pelo meio, vistas do largo da Igreja de Santo Condestável.
Afinal deram-me a informação, de que a da dtª, tinha sido a de uma cozinha económica e não fábrica de tijolos.

Nas traseiras dos prédios, passando por baixo de um.

A padaria do Povo.


A última, outra padaria a Beira-Tejo.

Agenda dos Sketchers - Março 2017

Editorial

A primeira fornada de ingressos no 8º Simpósio Internacional de Urban Sketchers esgotou em poucos minutos, e a segunda fornada já está aí ao virar da esquina. Entretanto, por cá, abriu o concurso para o correspondente português em Chicago.
O encontro no Museu Ferroviário do Entroncamento esteve muito concorrido e atraiu desenhadores de várias partes do país. A Rita Caré e a Raquel Sousa contam-nos como foi.
World Sketching Tour passou pelo seu ponto de origem, em Lisboa, e os USkP tiveram oportunidade de conhecer o seu autor, Luís Simões, na Casa-Atelier Vieira da Silva, numa palestra e numa oficina de desenho.
Em Março há exposições por esse país fora: no IPO, em Lisboa, a exposição A condição humana ainda vai estar patente alguns dias; os desenhos feitos no desafio Roque Gameiro Lisboa Antiga vão finalmente ser expostos ao púbilco em Minde, na terra natal do aguarelista; e os Évora Sketchers expõem o seu trabalho no Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos.
Bons desenhos!
A equipa da Agenda

AGENDA DOS SKETCHERS
Março 2017

Portugueses no Simpósio de Chicago
Por Pedro Loureiro
8º Simpósio Internacional de Urban Sketchers já tem programa, e os formadores, como de costume, são de luxo. Entre eles, encontram-se os portugueses João Catarino, que irá explorar os reflexos nas gigantescas fachadas da metrópole; José Louro, que vai apelar à síntese do traço, ligada à máxima de Mies van der Rohe less is more; e Nelson Paciência, que irá desafiar os participantes a desenhar com os sentidos.
Como já é costume desde 2014, os Urban Sketchers Portugal irão enviar um correspondente português a Chicago, que ficará encarregue de nos contar as histórias sobre os workshops, as demonstrações, as palestras e sobre o dia-a-dia do Simpósio, através de publicações diárias no blogue USkP. As candidaturas já estão abertas para a bolsa de 1300€ e todos os associados podem concorrer até à data limite de 12 de Março. Consultem o regulamento para as candidaturas aqui.
Para cá e para lá a ver “passar” o Museu Nacional Ferroviário
Por Rita Caré e Raquel Sousa
Viajamos na linha da Beira Baixa muitas vezes. Uma há mais de três décadas de tempos a tempos. A outra muito frequentemente nos últimos anos. O ritual de entrar e viver aquelas horas no comboio é uma “paragem” no Tempo.
Ouvimos música, lemos, tricotamos, pensamos, desenhamos, dormimos… Por entre a contemplação das vistas, há quase dois anos que andamos também a ver o Museu Nacional Ferroviário “passar” para cá e para lá. Um destes dias uma leu os pensamentos à outra ao partilhar um folheto do museu:
- Vamos organizar um encontro de rabiscos com comboios?!
Imaginámos logo extraordinários momentos de desenho, em silêncio partilhado, no Entroncamento de história(as), linhas, máquinas, objectos e complexas estruturas muito desenháveis.
Foi assim que aconteceu o início do encontro dos Urban Sketchers Portugal e dos Ribatejo Sketchers no Museu Nacional Ferroviário, em 19 de Fevereiro, no qual participaram mais de 60 pessoas, que viajaram desde o Alentejo, Ribatejo, Lisboa, Beiras, Torres Vedras e região Centro-Oeste, Coimbra, Montemor-o-Velho e Aveiro. Muitas das páginas dos seus cadernos recheadas de comboios e outras peças ferroviárias podem ser vistas no blog dos USkP.
Desenhos de Rita Caré e Raquel Sousa
World Sketching Tour - Uma viagem ilustrada
Por Rita Catita
A aventura teve inicio há cinco anos. Em 2012, nasceu o World Sketching Tour. Luís Simões partiu de cadernos às costas para viajar pela Europa, Ásia, Oceania e escrever histórias com desenhos, e com tempo...
A jornada por 40 países e 3 continentes permitiu-lhe desenhar multidões, paisagens, aquela pessoa, deixando o espaço necessário para, quem olha para os seus desenhos, completar o enredo.
A experiência do desenho em aberto foi o que o Luís proporcionou através da iniciativa “Uma Viagem Ilustrada” que teve lugar em Aveiro (21-22 de Janeiro), Castelo Branco (28 -29 de Janeiro), Porto (4 e 5 de Fevereiro) e Lisboa (11 a 19 de Fevereiro). Quem se juntou ao Luís para espiar os seus cadernos pode também aprender algumas técnicas para contar histórias em viagem. “Às vezes é preciso bater as palmas para os pássaros voarem” e assim encherem de atmosfera as páginas do diário gráfico.
Ouvir o Luís é uma verdadeira inspiração que incita a adoptar a atitude de viajante solitário nos sketches do dia-a-dia. Afinal podemos observar de quantas maneiras? Da nossa? Do outro? Dos outros? Viajar é estar dentro ou fora do desenho?
A dada altura fica-se com a ideia que o Luís ilustra igualmente bem utilizando palavras e diz aquela frase que nos faz querer por os cadernos às costas: “Vês o teu mundo na palma da tua mão. Quando viajas por culturas tão diferentes da tua, para veres o mundo do outro, tens de virar tanto a tua mão  que perdes a visão do teu.”
Entrevista a Ana Crispim
Ana é a associada nº 53 dos USkP. É professora e uma frequentadora assídua dos encontros e oficinas de desenho. Organizou em 2016, um encontro no Forte de São Julião da Barra, que resultou numa exposição de desenhos no edifício do Ministério da Defesa.
Há quanto tempo desenhas?
Em criança desenhava muito. As recordações mais antigas, com 8, 9 anos são as de desenhar pintar e recortar, bonecas, os vestidos e acessórios. Desenhava também "vermelhuços"- tribos de índios, famílias inteiras, as tendas, os tótens e tudo o que pudesse fazer parte dos acampamentos. Mais tarde, lembro-me de "decorar" as paredes do meu quarto com flores...
Quando decidi ir para a ESBAL para o curso de pintura passei pelos ateliers dos mestres Carlos Amado e Lagoa Henriques onde aprendi o desenho a carvão.
Depois, durante o meu percurso profissional, só desenhava o necessário para a preparação das aulas. Gostava sempre de o fazer, mas parei de desenhar para mim.
Há quanto tempo és USk?
Tive a sorte de descobrir o blog dos USkP pouco depois do seu início e a partir daí a vontade de me juntar ao grupo foi sempre crescendo mas tambem sendo adiada. Em 2011 fiz um curso com o Eduardo Salavisa "Diário Gráfico - Livro de Artista"
e introduzi o diário gráfico na sala de aula. Comprei também um caderno para mim, mas só o iniciei em Novembro de 2014 na Gulbenkian, no meu segundo encontro. O primeiro foi no CCB onde me fiz sócia, mas aí não consegui desenhar...
Uma app/site/blogue que consultes frequentemente para inspirar os teus desenhos?
Existem excelentes sketchers que naturalmente me inspiram e procuro todos os dias. Mas nunca deixo de passar os olhos pelos USkP e os USK internacional.
O encontro USk mais marcante?
Não  consigo dizer... Gostei de vários. Aljezur, Évora, Marvão, Esposende, Porto...
Que materiais preferes usar?
Os cadernos Laloran da Ketta Linhares, são os meus preferidos. Os Handmade - Marilisa Mesquita, personalizados! Utilizo materiais diferentes, diferentes técnicas e técnicas mistas, um gostinho que me ficou da minha profissão. Nos encontros, o mais prático são as canetas e aguarelas.
Ana Crispim vista por Marilisa Mesquita e Maria Crispim
Queres colaborar com a Agenda dos Sketchers?
Estamos sempre à procura de histórias de encontros e actividades dos urban sketchers em Portugal. Se gostavas de ver a tua história aqui, pergunta-nos como podes fazer, enviando um email para uskp.regionais@gmail.com.

ACONTECE EM MARÇO

Exposições

De 04-02 a 18-03 | Lisboa | A condição humana | Instituto Português de Oncologia
Depois do leilão inaugural, a exposição dos desenhos resultantes do encontro de sketchers no IPO está patente durante mais algumas semanas.
De 01-03 a 28-03 | Arraiolos | Évora Sketchers n'O Tapete está na Rua | Évora Sketchers e Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos
Os Évora Sketchers expõem desenhos resultantes do 38º Encontro ÉSk, no Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos.
De 18-03 a 15-04 | Minde | Roque Gameiro Lisboa Antiga | USkP, Museu de Aguarela Roque Gameiro e Centro de Artes e Oficios Roque Gameiro
Alguns dos cerca de 280 desenhos resultantes do desafio Roque Gameiro Lisboa Antiga irão estar expostos no Museu de Aguarela Roque Gameiro. O dia da inauguração da exposição motivou a marcação de um encontro de diários gráficos no Museu e na vila de Minde, terra natal do aguarelista.

Encontros

De 31-01 a 30-04 | Lisboa | Lojas tradicionais de Lisboa | Fórum Cidadania Lisboa
11-03 | Nazaré | Farol da Nazaré | 9º Encontro | Oeste Sketchers
18-03 | Minde | Encontro no Museu de Aguarela Roque Gameiro | USkP, Museu de Aguarela Roque Gameiro e Centro de Artes e Ofícios Roque Gameiro

Formação

De 01-03 a 22-03 | Lisboa | Desenhar no diário gráfico | Eduardo Salavisa | Museu Bordalo Pinheiro
04-03 | Lisboa | Um ano a desenhar para o futuro | Nuno Saraiva | Casa-Atelier Vieira da Silva
04-03 | Lisboa | Alfabeto Lisboeta: museus incomuns | José Louro | Museu da Marioneta
11-03 | Lisboa | Vamos desenhar com | Paula Cabral | Museu Arqueológico do Carmo e USkP
12-03 | Trafaria  | Lisboa da outra margem | Richard Câmara | Gabinete de Dinamização Associativa
18-03 | Lisboa | Alfabeto Lisboeta: museus incomuns | Mário Linhares | Museu Nacional dos Coches
25-03 | Lisboa | Alfabeto Lisboeta: museus incomuns | Ketta Linhares | Oceanário

Desafio 76 - Rua sem casas

Participem com os vossos desenhos até 25 de Março, marcando o post com a etiqueta "Desafio76"

Desafio 75 - Preto & Branco

O desenho mais comentado no desafio do mês de Fevereiro é da autoria de Patrícia Ferreira, que fez um contraluz entre o quente, o frio e o gelado.