Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Ervas espontâneas na cidade 2

O desenho que chama a calmaria ... e até as aranhas e os passarinhos nos fazem companhia.
Que bem se está à beira rio ... na cidade, com cheiro a mar e a campo!

Açores uma viagem de sonho III


No terceiro dia, fomos em direcção ao Miradouro do Carvão, Lagoa do Carvão, Lagoa das empadas, Lagoa do Canário, Lagoa das 7 Cidades, Vista do Rei, onde subimos ao tecto do Hotel abandonado, por entre calhaus água e toda a espécie de detritos, mas valeu a pena pela vista espectacular. Almoçámos nas 7 cidades, onde ficámos a desenhar, no antigo Parque de Campismo. Depois fomos ao Miradouro do Cerrado das Freiras, Lagoa Azul, Ponta da Ferraria, Farol da Ferraria, Ponta do Escalfado, Mosteiros, Ajuda da Bretanha, Remédios,Santo António, Capelas, e regresso a Ponta Delgada.






Limões

Nunca tinha desenhado limões. Estes são tão bonitos que fui desenhá-los a correr antes de fazer a limonada.
Leonor Janeiro

Casas de Odeceixe


XIII FESTIVAL INTERNACIONAL DE BD DE BEJA

Lançamento do livro " Lugar maldito " de André Oliveira e João Sequeira ( no desenho aparece só o João com o editor Rui Brito porque o André estava por detrás do computador ).

Cazaquistão em Salzedas

Não foi à primeira que chegámos à Cascata do Varosa. Foi preciso usar o GPS analógico, também conhecido por "Pergunta aí a alguém" para chegarmos ao local onde iríamos pernoitar. No entanto, foi à primeira que encontrei poiso para as aguarelas.

Olga, a dona da casa, juntou-se ao meu caderno para me contar que tinha nascido no Cazaquistão e estava farta da cascata e das lontras. Se pudesse, voltava para o Porto. Estava verdadeiramente entusiasmada com os desenhos, só não percebia como é que eu não me irritava quando as cores se misturavam. Falámos, então, sobre a União Soviética.

Entre a conversa e o cair da noite o desenho saíu distraído.

"Tu estás aqui a desenhar e as tuas amigas a fazer o jantar... tu tens homem?"
"Deixa lá, Olga, eu depois lavo a loiça."



 

10x10 no Largo de São Domingos

Tema 3: Objectos do domínio público
Pedro Loureiro

E com esta sessão fechamos o último tema do Primeiro Módulo do 10x10: Pequenas Histórias. Foi no Largo de São Domingos, um lugar que não necessita de apresentações. Os exercícios já aqui expostos pelo próprio Pedro, foram fantásticos e muito apropriados para o largo!


Exercício 1: Observar. Entender. Descrever.
Juntei-me ao Filipe para desenhar. Começámos a conversar. Daí a uns segundos juntou-se a Luísa. Para conversar e não desenhar. Neste convívio a três fomos descobrindo verbos que se adequavam ao espaço, às pessoas e às histórias do largo! São maravilhas do nosso quotidiano que nos passam ao lado!


Exercício 2: Pormenorizar. Questionar. Factualizar.
Não fui original: no meio de tanta arquitectura e de tanta gente optei por desenhar o que mais me deixa confortável! Ainda assim, nunca me tinha apercebido da importância da oliveira para os "habitantes" do largo. 

 
 
Exercício 3: Escutar. Relacionar. Personificar.
Reclamei quando o Pedro disse claramente "desenhar pessoas"! Mas ando nestas sessões para isso: fazer o que habitualmente não faço nos meus cadernos, aproveitar o que os instrutores partilham e sair da minha zona de conforto!

junta de freguesia dos Anjos

a espera da abertura do supermercado.... enquanto atrás de mim uma senhora sem abrigo contava como tinha estregado os olhos a ler com lanterna porque a mãe desligava o contador da luz.

Padova

15 variacoes por tema de La Specola
em Padova
a scoberta das estreias
dal breviario mediterraneo

Escadinhas de S. Francisco

Não podia perder este encontro, desenhar nas Escadinhas de S. Francisco, sob orientação de João Catarino, pois tenho sempre dúvidas de como desenhar neste tipo de situações: escadarias e ruas que descem. A complementar esta dificuldade, o exercício proposto sugeria que utilizássemos apenas o pincel e três tons, para definir as manchas e linhas.

domingo, 28 de maio de 2017

Choveu Fruta @ Gulbenkian

    Mesmo com a ameaça de chuva, corri à Gulbenkian, apetecia Almada ... mais uma vez ... mas enquanto os bilhetes dormiam para só de tarde acordarem de borla, eis que chovia fruta nos jardim. Que cenário encantador. Sentei na relva e os patinhos também ... E à minha frente uma jovem talentuosa disse poesia e lengalengas e histórias de encantar.
Sabiam que as laranjas são castelos onde vivem princesas com vestidos de oiro?
E que se o papa papasse papa/ se o papa papasse pão/ o papa papava tudo/ seria o papa papão ... 
Até Miguel Torga se ouviu no jardim, para nos lembrar que de todo o fruto não devemos querer só a metade!
Depois veio a dança e África  ... e Bongo ...
Nem a chuva parou a festa ...porque as árvores são amigas ...
Há tardes assim, bem passadas, entre sorrisos e rabiscos. 
Almada dá assim ... aquela comichão no Olhar e uma vontade louca de desenhar !

Encontro de Urban Sketchers em Viana do Castelo


montejunto_parte III

Ainda Montejunto, os últimos desenhos


Ervas espontâneas em Lisboa

     Perco-me sempre que vou caminhar, a olhar para as ervinhas e florzinhas que rompem passeios, que galgam pedras ... Que bem nos faz o seu verde !
Tantos namorados que para aqui vão ... a malta nem saltava com muita força, que era para não caírem todos das nossas costas ... e quanto mais peluda a camisola, melhor. Lembram-se?


A matar saudades de Odeceixe e da grafite


Açores uma viagem de sonho II

No segundo dia, depois de ter chovido toda a noite, soube que não dava para ir para a Lagoa das 7 Cidades, pois estava tudo enevoado. E assim fomos para o outro lado da ilha, começamos a desenhar em S. Roque, seguindo-se Lagoa, na Ponta dos Carneiros, onde almoçámos. Fomos andando por Remédios, Lagoa do Fogo, Caldeira Velha, Ribeira Grande, Rabo de Peixe, Calhetas, Fenais da Luz, São Vicente Ferreira, tendo regressado a Ponta Delgada, exaustos.



Fim de semana




Passagem da Barca





Barca do lago, Esposende, Portugal, 20.05.2017
Mais alguns em avista.naocoisas.com

Órgãos da Basílica do palácio nacional de Mafra

A Basílica do Palácio Nacional de Mafra tem 6 órgãos. Cada um tem um nome: Órgão do Evangelho, Órgão da Epístola, Órgão de São Pedro de Alcântara, Órgão do Sacramento, Órgão da Conceição e Órgão de Santa Bárbara. Este conjunto é único no Mundo. Uma das suas principais características é o facto de terem sido pensados para tocarem em conjunto. Comportam-se como uma orquestra. Quando foram feitas não havia peças musicais para eles. Por isso a partir de 1907/1908, altura em que foram construídos, foi um frenesim de compositores em seu redor.
A Câmara Municipal de Mafra, ciente do seu valor, criou com a ajuda do ministério da Cultura, um prémio internacional de composição para estes órgãos, que já vai no seu terceiro ano. Este ano teve bastantes candidatos dos 4 cantos do mundo. No dia 25 de Maio fomos ouvir as peças vencedoras. É um espectáculo admirável.


no quintal da minha mãe










sábado, 27 de maio de 2017

Workshop com João Catarino


Foi um desenho sofrido. O João Catarino sugeriu que desenhássemos com o pincel, esquecendo atrevidamente o esboço. A ideia era decompor a luz de Lisboa em três cores. Nada fácil no início. Prendi-me no tronco da árvore, uma olaia retorcida, e não saía dali. Mas pouco a pouco tentei soltar a linha-mancha, e finalmente tentei dar aquele ar das escadas. A companhia ajudou. Recebi dicas preciosas do Mestre. No fim do encontro, instalou-se ali um quarteto de jazz que podia ter começado mais cedo, porque a música era de chorar por mais.

A surfar nas Escadinhas de S. Francisco

O Nelson já disse tudo. Uma oficina do João Catarino não se pode perder! Ainda por cima cá, no Chiado,  não no Brasil ou em Chicago!
A parte do "sofrimento" é verdade, não o podemos negar. Mas, o que o Nelson não disse, é que também sabe muito bem tentar embarcar na onda do João Catarino. Enquanto ele faz floaters, cut backs , aéreos e360º, nós embicamos, enrolamo-nos, perdemos a prancha e engolimos pirolitos.
Mas a boa disposição do João é tão contagiante, que não deixa que os nossos fracassos  nos esmoreçam . Pelo contrário -  pelo menos para mim - a vontade de aprender aumenta. Talvez para a próxima, quem sabe, já me consiga  pôr de  pé na prancha!
Deixo aqui a minha primeira trapalhada, o desenho da banda (que parecia estar ali só para nos descontrair)  e, por último, mais uma tentativa de cumprir a proposta  feita, mas desta vez no Largo de São Paulo, enquanto me deliciava com um belíssimo gelado.
Sim, que tanto sofrimento  merece ser recompensado:))





Conversa com Poeta José Augusto Pereira de Carvalho.Viana do Alentejo