Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

SKETCHCRAWL Torres Vedras, 25 Julho

Aqui fica o resultado de um encontro no dia 25 de Julho em Torres Vedras.
Foi um excelente dia, para desenferrujar os dedos de desenho, cheio de descontracção entre relvados e esplanadas vip ;)





Quinta das Conchas

 

 
 

 
 


Esta manhã na Quinta das Conchas. Caneta corrente azul e canetas de feltro compradas nos chineses.

10 Encontro USkPN, parte 1





Primeiros registos feitos durante o 10º Encontro USkPN, no Porto.
Porto, Portugal, 26.07.2015
avista.naocoisas.com

domingo, 2 de agosto de 2015

4.º / 39 - Constância

Passeio de domingo com a filha mais nova,
Sem esquecer o repto que a cada dia se renova.


Brasil 2015_17 julh

Depois de uma noite bem dormida e de um pequeno almoço com muitas e boas frutas tropicais, lá fomos nós para o 1º dia oficial de trabalho. Tendo em conta as distâncias e a nossa segurança, o sesc assegurou os nossos transportes através de táxi. Foi uma decisão razoável e enriquecedora, já que através destes profissionais do asfalto ficámos a conhecer uma parte da história desta cidade.



Aproveitei estas viagens para treinar o desenho de pessoas e claro, as deliciosas conversas.
Destino - Sesc, onde nos esperava Arnaldo Fiorotti, um sketcher de Santo André, com que eu troco mensagens há já algum tempo. Arnaldo assumiu-se como nosso anfitrião num passeio que nos permitiu conhecer a cidade e escolher os locais para as oficinas - "O Traço, um modo de olhar e desenhar o património"

Neste local existia uma bela e rica chacara que foi adquirida para urbanizar, restando apenas este parque composto por mata nativa, à qual pertencia esta figueira que há uns anos atrás foi cortada, por ter caído um tronco em cima de uma família que por ali passava. Felizmente ninguém morreu, mas a prefeitura decidiu cortar a figueira deixando apenas aquilo que vêm no desenho. Esta figueira tornou-se no principal ícone do Parque. Estava escolhido o 1º exercício.


De seguida fomos para o centro, Praça do Carmo, onde aproveitámos para almoçar numa lanchonete. Um dos objetos/materiais gráficos que gosto de colecionar nas viagens, são os pacotes de açúcar.


No interior da Casa da Palavra, deparei-me com esta bela peça - O Pilão


À noite iniciámos a oficina, com uma comunicação, onde eu tive a oportunidade de apresentar o projeto arte ao centro, incluindo o encontro internacional de desenho de rua - torres vedras. Enquanto o Lauro fazia a sua apresentação, aproveitei para registar (ou tentar registar) o momento.
No final tivemos oportunidade de conversarmos com os participantes e de perceber que o desafio seria muito mais interessante do que julgávamos.









SINGAPURA ( 11 )

Umas horas de espera no aeroporto de Madrid resultam numa data de desenhos de gente a dormir









Na esplanada


Feira Vizinha...

...na Rua do Poço dos Negros, em Lisboa.

Linhas Rápidas




Um bloco e uma caneta são as principais "armas" de um desenhador. Aqui, dois esquissos rápidos de 5 minutos cada. O primeiro, o Largo dos Duques de Cadaval, o meu novo "Saldanha" e em baixo, a Rua da Rosa, junto ao restaurante Cantinho da rosa onde se come uma Açorda do outro mundo... Acho que já tinha dito isso aqui, mas nunca é demais lembrar porque é mesmo muito boa ;)

Av da República

 

 


O último tem história. Tentei desenhar a janela da sala onde durante uns 5 anos dei aulas acumuladas às oficiais. Havia ali o IEP - Instituto de Estudos Profissionais. Era um corropio entre uma escola e outra mas, nos anos 80, havia muita genica!

SINGAPURA ( 10 )




Os Simpósios são oportunidades únicas de aprendizagem, de experimentação e de sair fora da nossa zona de conforto. Lógicamente o resultado não são os melhores desenhos do mundo. Assisti à demonstração D1: Guan Gong Dao ( How to make and sketch with a folded pen ) com Ignatius Yeo, onde aprendiamos e experimentávamos desenhar com o instrumento que aparece no desenho do meio. Difícil e extremamente divertido.

sábado, 1 de agosto de 2015

brasil 2015_15 e 16 julho

Destino: Santo André _ São Paulo _ Brasil
Convite: SESC de Santo André e Lauro Monteiro Filho
Objetivo: Comunicação sobre o arte ao centro e encontro internacional de desenho de rua de torres vedras; workshop de desenho e património
Duração: 15 - 29 de julho
Caderno: a5, folhas brancas 80gr. nota: uso os cadernos que me oferecem e escolho-os de forma aleatória
linhas e manchas: caneta waterproof (stapless); aguarela

Esperavam-se umas longas horas de viagem - destino guarulhos, são paulo, com escala no monstruoso aeroporto de barajas_Madrid.
Uma das coisas que me atrai desenhar, quando viajo, são as malas de bagagem

um dos desafios que lancei a mim próprio para esta viagem foi desenhar pessoas, tentar vencer esse medo. Nada melhor que apanhá-las a dormir




No aeroporto de guarulhos, tinha à minha espera o meu amigo Lauro Monteiro, principal responsável por esta viagem/aventura. Primeira viagem foi no hotel Íbis, onde o Lauro tinha a sua bagagem e onde fui logo convidado a desenhar...


1ª refeição foi no shopping, no restaurante Livorno, já em Santo André. Comida a peso, a única forma de comer alimentos saudáveis e a preços acessíveis.


Rua Cel. Fernandes Prestes, Santo André. Na 1ª saída para reconhecimento da cidade, o Lauro dá de caras com uma loja "xerox". Os brasileiros não utilizam o termo fotocópia, dizem "vamos tirar uma xerox". Somos "convidados" a entrar, onde o Lauro decide reforçar o stock de carimbos. Enquanto isso, eu começo a riscar a cidade. No meio de tanto ruído visual, é difícil encontrar edifícios antigos. A cidade de Santo André teve um enorme crescimento motivado pela instalação de industrias, armazéns e oficinas. Onde existiam chacaras, começam a crescer arruamentos, loteamentos e muitas construções ilegais e desordenadas, provocando enormes problemas no ordenamento do território, sobretudo do ambiente e do trânsito (infernal). No entanto, um olhar mais atento ainda consegue descobrir pérolas como esta que data de 1901, onde se encontra a interessante Selaria Santa Teresa. No interior da loja encontravam-se 4 funcionários que nos deram a conhecer o estabelecimento e os seus produtos, todos eles destinados aos "boiadeiros". Impressionante como uma casa destas, com produtos extremamente rurais, consegue manter-se aberta numa das cidades mais industriais do Brasil. Os opostos atraem-se, sem dúvida...

Praça do Carmo, centro de SantoAndré. Após uma breve caminhada, chegámos ao centro, onde se encontrava a decorrer uma feira. A Praça do Carmo é desenhada por um conjunto de edifícios com detalhes arquitetónicos semelhantes: Igreja, casa da palavra e casa do olhar. São neo-neo-neo-neo-qualquer coisa que valem pelo conjunto e por serem dos poucos exemplares do início do século XX. Na feira não faltava o pastel e o chá do padre (o chá estava esgotado).




Encontro de Lisboa II

Mais dois registos do encontro de dia 25:

Aqui aqui está a bela sardinhada que certamente ficará na memória de todos os presentes.
Pela primeira vez, para além do registo gráfico, o meu diário captou um registo odorífero, que ainda permanece :)  


O último desenho do dia, feito nos miradouros do Carmo:


3.º / 39 - Cabeça das Mós, Sardoal

Querer ser melhor por alguém,
Vale mais que ter o seu vintém.


SINGAPURA ( 9 )

SINGAPORE DIARIES


Durante o Simpósio além dos workshops também podiamos participar em diversas atividades. Participei na A5, Singapore diaries com Richard Alomar. Foi-nos fornecido um pequeno caderno e uma série de tarefas diárias: desenhar o almoço, desenhar um desconhecido e desenhar uma coisa engraçada ou estranha. Todos os dias ao início da manhã e ao final da tarde reuniamo-nos para trocar ideias e mostrar desenhos. Foi das coisas mais divertidas que fiz, principalmente pelo caráter informal que o Richard imprimia aos encontros. Este caderno também serviu para uma série de pequenos apontamentos durante os workshops ou retratos nas pausas.



DESAFIO USkP 57 - Agosto 2015 - Sombra


DESAFIO USkP 57 - Agosto 2015 - Sombra

Participem!



O desenho mais comentado do Desafio 56 dos USkP foi o de Teresa Ruivo. Todos os desenhos participantes neste desafio podem ser visualizados através deste LINK.


REGRAS PARA OS DESAFIOS  




1. Um desafio por mês, lançado no dia 1 do mesmo. 2. Vinte e cinco dias para participar, com a publicação de um desenho por participante (até ao dia 25 de cada mês).  3. Comentários e análise dos posts até ao final de cada mês.*
4. Os comentários do autor do post não serão tidos em conta na contagem dos mesmos. 5. O desenho mais comentado é publicado nos cabeçalhos do blog e do facebook USkP no dia 1 do mês seguinte.
6. Em caso de empate, o desenho escolhido será aquele que foi publicado mais tarde e que, por isso recebeu os comentários em menos tempo. 7. Ao publicar o desenho para o desafio, é obrigatória a colocação da respectiva etiqueta (exemplo: Desafio_54). 8. Os desenhos publicados sem etiqueta NÃO serão considerados.
 9. Os DESAFIOS estão disponíveis na página criada especificamente para tal. Na barra lateral aparecerá em destaque o desafio corrente.

* A equipa que está a organizar e irá analisar os posts participantes é composta por: Alexandra Belo, Filipe Almeida, Manuela Rolão,Vitor Mingacho e pelos membros da Coordenação dos USkP.

Pombos...


Uma imagem simples para retratar uma cena igualmente simples... Uma senhora que come uma sandes e decide dar um pouco a uns pombos que andavam por perto. Eram poucos mas depressa os pombos criaram uma "multidão" que lutava entre si para obter o tão desejado bocado de pão que ainda tinha restos de fiambre ou manteiga... Podia ser em qualquer parte do mundo, mas foi à minha frente no Campo Grande, onde eu já estava dentro do autocarro que a qualquer minuto podia zarpar... 

2.º / 39 - Mação

Desenha pelo que sente o coração,
Mais não é preciso para inspiração.