Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Lisboa

Largo de Santo Estevão
Marcador Faber-Castell : Lápis de cor

No Jardim das Amoreiras

Os mais idosos são sempre os meus "alvos" de eleição. Este velhote alto e esguio, sentado num banco lia um papel, todo encurvado sobre si mesmo, como se tivésse um segredo nas mãos.


Freedom revolution workshop - part 2

 Depois do almoço, a revolução continuou...


Desafiados para fazer um desenho monocromático, tive de ficar por baixo do arco da Rua Augusta à espera de uma italiana que estava atrasada. Como o tempo de espera tem um significado especial para nós desenhadores, aproveitei para desenhar a confusão de pessoas que circulava...


Depois da italiana chegar e do primeiro desenho estar terminado, circulei pelas arcadas do Terreiro do Paço à procura da ação que a Marina pedia nos nossos desenhos. Vi o Pedro Loureiro a desenhar mesmo em frente a estes músicos de rua. Ao lado, uma infinidade de jovens a fazer o que os adolescentes fazem. Coloquei-me mesmo ao lado dele a desenhar. Perguntámo-nos sobre quem seriam aqueles jovens. Mais tarde acabei por perguntar e a resposta não tardou: era um meeting agendado através do twitter...


Terminei os meus desenhos sentado ao lado de uma australiana.

A cor de Lisboa confunde-se com a cor dos lisboetas...

Desenho Cru de Abril

Um pouco atrasados aqui ficam os desenhos da noite do Desenho Cru deste mês, a 6 de Abril. São da primeira parte, onde Pedro Poeta Gomes a(re)presentou alguns textos (os mais suaves, diria) do Marquis de Sade.




terça-feira, 28 de abril de 2015

Pausa para Almoço

Um restaurante de Évora do qual tirei apenas este pedaço, é um local típico onde se podem degustar pratos típicos de um Alentejo que já vai havendo pouco. O "Moinho do Cu Torto". Voltarei para um outro desenho de ângulo melhor e uma boa sopa de cação.

Uma fachada barroca

Braga é conhecida como "Cidade Barroca", e os Paços do Concelho, onde funciona a Câmara Municipal, fazem-nos perceber porquê. Trata-se de um exemplar lindíssimo, do séc. XVIII, a juntar a numerosos outros. Numa tarde de Março fui até à Praça do Município e rabisquei parte da fachada - da autoria de André Soares. Só hoje lhe acrescentei as cores, optando por um estilo mais livre - leia-se, borratado. :)


(Esboço "in situ" e processo da aguarela no blogue A Caçadora de Desenhos.)

"Estreitezas" em Silves



Maiorca II

Mais um dia de férias...
Este dia foi passado na cidade de Palma. Andei sempre de um lado para o outro e acabei por não parar muito para desenhar. Estes dois registos foram os meus "momentos esplanada".






Experiências...

A experimentar aparo de vidro e o pincel chinês.

(Tinta da china e pentel color brushe pastel seco)                                                                                                                 | «in situ» |

Repetição, Turim


Safara


Encontro em Abrantes

Só conhecia Abrantes de passagem. Nunca lá tinha parado. Foi uma verdadeira surpresa. A zona histórica é propícia ao desenho. Com o convite da Câmara e da Ordem dos Arquitectos (o Ricardo e o Pedro) lá estaremos no próximo sábado pelas 11 horas à porta do Biblioteca António Botto.

Em baixo uma das salas do conhecido restaurante Santa Isabel onde, provavelmente, vamos almoçar.

Vejam aqui o resto do programa. 

E aqui, se quiserem, mais alguns desenhos de Abrantes.


Freedom Revolution Workshop

Experimentar novas abordagens de desenho e materiais diferentes é algo que gosto imenso! Tive oportunidade
de pôr isto em prática neste workshop da Marina Grechanik, cujo trabalho admiro bastante.
O grupo era bem internacional! Para além dos sketchers nacionais, Itália, Noruega, França e claro Israel estavam representados. Por momentos parecia que tínhamos recuado no tempo e estávamos de volta ao simpósio que se realizou há uns tempos atrás aqui em Lisboa.
Nem a chuva nem o vento conseguiram estragar este dia maravilhoso!

Aqui ficam os meus desenhos.







O Cais das Colunas era o local ideal para várias histórias desenhadas, mas a chuva e o vento
fizeram-me abandonar este cenário e procurar sítios mais abrigados! As arcadas da Praça do Comércio
e a paragem de autocarros pareceram ser uma boa escolha!




"Materiais" das Conchas

 

 

Ontem foi dia de teste


USK Açores_ Encontro 8 (#4)

Estavam alguns dos barcos em terra com nomes sui generis e de cariz relogioso que ritmavam o caís. As redes e boias -pintando- ajudaram a organizar e a compor.
E foi assim o nosso  8º encontro, acabei ali no Portinho da Caloura virada para o horizonte (agora sem ataques e sem piratas).  Entretanto foram-se embora muitas pessoas e apenas algumas regressaram para a fotografia de grupo e partilha de desenhos. Da próxima vez temos de combinar melhor o ponto de encontro.
 A fotografia é de Manuela Macedo que por ali esteve pacientemente à nossa espera..

(Pilot G-tec-C4 e aguarela, grafite e lápis de cor)                                                                                                                 | «in situ» |

linha verde

cortou-se ao fazer a barba?

A Baixa Pombalina sob discussão

No dia 21 de Abril, o Banco de Portugal, junto com o GECoRPA - Grémio do Património e o ICOMOS - Concelho Internacional de Monumentos e Sítios, organizaram uma conferência de um dia inteiro sobre o futuro da Baixa Pombalina como potencial Património Mundial da UNESCO. O processo de candidatura parece estar emperrado nos meandros das manobras politicas e parece que ninguém tem uma imagem completa daquilo que de facto se passa. A missão da conferência era colocar toda a informação em evidência e em perspectiva para todos os envolvidos directa ou indirectamente no processo, desde o decisor ao cidadão. Os contributores para o debate foram desde engenheiros e arquitectos, mostrando estudos e casos de sucesso de projectos de reabilitação levados avante, até representantes da arena política e historiadores e intelectuais com algum grau de conhecimento sobre o assunto em foco.


O valor nuclear da Baixa Pombalina é que é um marco histórico no urbanismo mundial. Foi um plano urbano exemplar no sentido mais alargado da expressão. Resolveu o problema imediato do alojamento de incontáveis vítimas do terramoto de 1755; trouxe o centro de Lisboa para o clube das cidades com desenho urbano mais sofisticado, com um projecto global de arquitectura pré-fabricada resistente a sísmos; estableceu os termos em que Lisboa se expandiu durante os séculos vindouros; e foi planeado com o apoio de uma engenharia financeira e política que o permitiu ser implementado e mantido durante muito tempo.


Enquanto que o objectivo final - a candidatura da Baixa Pombalina a património da UNESCO - permanece distante e enublada e nas mãos de demasiadas variáveis políticas e económicas, os ganhos a que se propunha a conferência foram a compreensão mais ampla da complexidade do problema por todos os que estavam presentes. Por lá, estavam, ao lado de profissionais e burocratas, muitos estudantes. É possível que alguns deles venham a encontrar-se no futuro em posições que os obriguem a decidir sobre este assunto.

Ainda houve tempo, a seguir ao almoço, para uma visita guiada rápida ao futuro Museu do Dinheiro. Parece um projecto bem enquadrado, se pensarmos que o edifício pertence ao Banco de Portugal. E se pensarmos, já agora, que o edifício é uma antiga igreja no coração da Baixa Pombalina? Há aí alguém das teorias da conspiração?

(Também publicado em http://pedromacloureiro.com/)

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Silves

Encontro 76 USkP.

Maiorca


Dois registo feitos numa curta semana de férias.
Pollença é um lugar especial, a norte da ilha de Maiorca e com muitas coisas giras para desenhar. 


Paragem para almoçar no porto de Alcúdia (nordeste da ilha). Desenhar uma sandes por inteiro é impossível... primeiro é preciso dar uma ou duas dentadas para distrair a fome.