Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

TRUJILLO





Fim de Semana de passeio a Trujillo, terra de Pizarro.
O segundo desenho da praça vazia vista a partir dos arcos foi feito às 7 e meia da manhã de Domingo e não estava mesmo ninguém ( 1º de temperatura não era convidativo ).
O último desenho foi feito sentado numa esplanada e no final o empregado do restaurante pediu-me para fotografar o desenho com o telemóvel.
Foi um bom Fim de Semana.

Restaurante Jardim da Luz : Benfica : Lisboa

Catarina, Cisco, Eduardo e Maria.

Vista noturna da varanda da minha irmã na Lapa


Primeira tentativa de uma vista noturna. Na varanda da minha irmã, na Lapa.

A almoçar em Valhelhas




No restaurante Vallecula, em Valhelhas, no regresso de um fim-de-semana com muito frio em Ávila e Madrid. Desenhei uma das várias famílias reunidas à volta de um almoço de domingo, e alguns dos muitos galos que davam o mote à decoração confortável e acolhedora. A comida tradicional e bem confeccionada, acompanhada por um bom vinho, vai também ficar guardada nas minhas memórias!





desenhos anatómicos








Um pequeno estudo anatómico no ambito da condição humana para futuras realizações gráficas, que requerem muito estudo e trabalho pela sua complexidade; inauguração do meu diário gráfico novo!


domingo, 5 de fevereiro de 2012

Casal do Condado.


Casal do Condado...é o nome deste casal saloio aqui em Sintra. Entalado numa várzea com uma vista espectacular para o mar e serra, este casal saloio é enorme!!tem uns 8 volumes e uma organização bastante interessante, acho eu que até "vejo" um pátio neste aglomerado de dependências saloias:)



Sagres






Fui esta manhã com o Centro Nacional de Cultura visitar a Sagres. Este desenho foi feito por umas geladas 9 horas da manhã e foi acabado em casa.

Os debaixo já foram feitos dentro da Sagres.
encontrei este autocarro de lata no baú dos brinquedos antigos

sábado, 4 de fevereiro de 2012

UM SELO TRIANGULAR

Embora com atraso participo do único Challenge (49º) ainda em falta. Não gostaria de deixar em vão este fabuloso desafio dos USK Portugal.

Aqui exalto não só ao corpo clínico médicos, como os enfermeiros e os auxiliares que trataram a D. Apolónia de 87 anos (minha Mãe). Este corresponde a um registo aquando da alta no hospital de Lisboa. Hoje, a Mãe está em casa, mas ainda sofre. Ela necessita de apoio.

Tais profissionais hospitalares, por vezes nunca se manifestam pelo árduo trabalho mas merecem destaque e reconhecimento.Foram muito prestaveis e atenciosos até ao fim da estadia. Obrigada a todos.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012


Silêncio que se vai cantar o Fado!


Pequenos desenhos com árvores.
O apeadeiro dos Leões já foi desactivado há uns anos, a linha deu lugar a uma eco-pista. Era um troço que servia uma fábrica de massas alimentícias que também já desapareceu dando o edifício agora lugar ao departamento de artes da Universidade de Évora. No entanto alguém lá deixou esta grua que teimosamente continua erguida...

Adamastor

Já lá vai algum tempo desde a ultima vez que partilhei coisas por aqui e por isso hoje deixo um apontamento de ontem, após as ultimas avaliações, um merecido descanso a desenhar no Adamastor no meu novo caderno que resolvi fazer depois da demonstração da Ketta no WIP mas que ainda nao tinha tido a oportunidade de usar, fica aqui o desenho e a capa do caderno.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Poslka parte N


Como sempre que há um tempinho, aproveito para postar mais uns esboços.
Desenhar lá fora agora é que não: aqui na Polónia estão -15ºC!! Aaaaaaargh!
Mais trabalhos em:

http://www.danielgarcia.pt

A Daniela Rodrigues

Ontem à noite telefonei ao Claudio Patanè para uma última despedida. Ele estava emocionado por ter de se despedir de Lisboa...
Nunca conheci um italiano que se tivesse apaixonado tanto por esta cidade.

No dia 25, durante o jantar, não o desenhei a ele, mas à Daniela Rodrigues, num frente a frente que me fez lembrar os duelos no WIP onde o desenhei duas vezes.

Bem hajas Claudio.
Ficamos à espera de desenhos da Sicília aqui no nosso USKP.
Até breve!

Coisas de Inverno


Um sketch num breve momento de pausa. Com pessoas porque é um dos meus temas preferidos...
Com um casaco de fazenda porque nos Invernos da minha infância apareciam sempre os casacos de fazenda.

Serra d'Arga





No passado dia 28 fui à Serra d’Arga com o intuito de (finalmente) encontrar as Minas. Por diversas vezes, sem sucesso, tentara chegar a esta zona. Aparece nos mapas dos percursos pedestres mas nenhum deles a cruza. Desta vez decidi orientar-me mais pelo sentido de orientação e, sabendo (mais ou menos) a zona em que se encontram, achei que não seria muito complicado ir até lá. Há uns meses atrás, quando fiz o trilho do Cabeço do Meio Dia, passei lá perto enquanto andava perdido. A última parte do percurso foi feita com alguma pressa pois o sol já estava a desaparecer por trás da montanha e não era boa ideia andar no meio do monte, sem conhecer nada, sem luz, à procura do caminho de volta. Voltei à mesma zona. Sabia que as Minas situavam-se algures a Nordeste do Moinho de Baixo.

O meu interesse nas Minas prende-se com a sua história. Na Serra d’Arga, depois da forte desflorestação provocada por uma actividade intensa de pastoreio e exportação de madeira para a construção de naus, foram implementadas medidas de controlo destas alterações. Em 1940, o Estado Novo implementa o Plano de Povoamento Florestal retirando a gestão dos terrenos baldios à população local e penalizando a actividade pastoril. Perante isto, as populações abandonam a Serra e os que ficaram (entre a década de 40 e 70) trabalhavam para os serviços florestais e para as industrias mineiras de exploração de Volfrâmio. Volfrâmio este que, segundo a população local, era vendido em Caminha. Posteriormente, este Volfrâmio seria utilizado para o fabrico de armamento para a II Guerra Mundial e depois para a Guerra Colonial.

Cheguei a Arga de Baixo e fui imediatamente até à Ponte do Carro Novo. De lá teria que encontrar o caminho até ao Moinho de Baixo. Foi simples… Depois observei atentamente a zona montanhosa a Nordeste à procura de indícios da presença das minas. Nada. Teria que me aproximar mais e, para isso, teria que passar para o outro lado da margem do Ribeiro de Arga. Voltei para trás até à Ponte de Carro Novo, atravessei para o outro lado e comecei a caminhar, junto ao ribeiro, até à zona do Moinho de Baixo (agora do outro lado do ribeiro).

Encontrei uma grande lagoa. De todas as que já vi nos percursos pela Serra, esta é a primeira suficientemente ampla para tomar um bom banho. Eram cerca de 12h30 e claro que nem sequer meti lá a mão porque nem tinha coragem de tirar as luvas… Queria encontrar as Minas e sabia que estariam algures a Nordeste do sítio onde me encontrava. Comecei a subir uma pequena colina nessa direcção procurando trilhos que me guiassem. Ao longo do caminho não encontrei nenhum indício da presença das minas. Parei, consultei melhor o mapa, e encontrava-me no sítio delas, precisamente entre o Moinho de Baixo à minha esquerda, o Cabeço do Meio Dia, ao longe, à minha direita, o abrigo de montanha do Clube Celtas do Minho à minha frente e Arga de Baixo atrás. Nada de Minas, apenas a paisagem comum da Serra d’Arga. Pode ter sido impressão minha, mas apenas reparei que o granito era ligeiramente diferente do que se encontra em muitas outras zonas da Serra. Aqui parecia que o granito era mais rico em minerais ferro-magnesianos… a sua coloração era mais escura e encontrei poucos vestígios de quartz em meu redor. Sentei-me numa grande pedra a apreciar a paisagem e a fazer um registo da vista para o Cabeço do Meio Dia.

Depois retomei o percurso pedestre do Cabeço do Meio Dia a partir da zona onde tinha andado perdido rumo ao Lugar da Gândara. Pelo caminho percebi o erro e retomei o percurso passando agora pela Ponte e o Moinho das Traves. Quando cheguei a Gândara parei para fazer um registo. Um pastor aproximava-se com o rebanho. Ele passou, mas as ovelhas ficaram todas atrás de mim a cerca de um metro. Disse-lhe: “É por eu estar aqui?” ao que ele respondeu: “Vêem gente estranha, já se sabe né?”, enquanto falava com elas mandando-as seguir em frente. Depois de passar a primeira, as outras foram todas atrás e eu apenas tive tempo para registar algumas enquanto subiam pela estrada.

Pouco tempo depois um outro pastor aparece com o rebanho descendo a rua. Ficou ali à minha beira enquanto as ovelhas pastavam junto ao ribeiro. Este foi o último desenho do dia…

Eram cerca de 16h00.
Serra d’Arga, Portugal, 28.01.2012

Hospital de Sant'Ana : Parede : Cascais


Para fazer este desenho tive de conduzir 27 Km até à Parede, estacionar o carro, passar a Marginal para o lado do mar, saltar o muro, passar entre uns arbustos, descer um outro muro de 3 metros de altura por uma corda, saltar umas pedras e já está. Trabalhoso mas valeu a pena.