Gosto de ver o que passa nos Plátanos em frente a minha casa. Nesta altura que estão despidos - naquela indecisão entre perder as últimas folhas da Primavera passada e formar novos botões - a passarada torna-se mais conspícua. Não há assim muita, mas com paciência ainda se vê qualquer coisa. O Inverno é a época do ano de os ramos serem patrulhados por Felosinhas e - de longe a longe - um ou outro Chapim-azul. Por vezes um par de Pintassilgos pousa no Plátano mesmo em frente à janela, de onde extraem com mestria as sementes de que se alimentam. E ficou o registo.
Por esta altura também tenho visto umas quantas Gaivotas-d'asa-escura, Alvéolas-brancas, Melros, Piscos-de-peito-ruivo, Carriças (ouvido, não tanto visto), Pardais e os inevitáveis Pombos-das-rochas. Há cerca de dois meses cantava por estas bandas uma Coruja-do-mato e por mais que uma vez ao chegar a casa de noite surpreendi e fui surpreendido por uma Coruja-das-torres. Ontem uma Fuinha-dos-juncos ensaiava a voz para a Primavera que se avizinha, enquantos os Verdilhões se atiravam aos caroços das Oliveiras que ainda por aqui vão havendo.
Com um bocadinho de paciência ainda se vêem umas coisas. Assim haja tempo e vontade.
Com um bocadinho de paciência ainda se vêem umas coisas. Assim haja tempo e vontade.



















