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Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.
John Ruskin, intelectual inglês do século XIX
Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.
Neste blog só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio
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segunda-feira, 23 de maio de 2016
terça-feira, 17 de novembro de 2015
desenhar com o tomás
Domingo, dia 15 de novembro, uma manhã de sol, o Verão de S. Martinho teima em ficar.
Pai, vamos desenhar ? Sim, onde? Santa Cruz, depois escolho o quê...
Pai, já sei, vamos desenhar os aviões.... Ok?
Aeródromo de Santa Cruz - Tomás em pleno trabalho
Foi uma experiência interessante. Apesar de viver junto a eles, desde sempre, foi a 1ª vez que estive parado a olhar para eles e a desenhar.
Os dois desenhos que se seguem são do Tomás, que fê-los à pressa com medo que descolassem. Foi um bom exercício, obrigou-o a soltar o traço :-)
Estes são os meus, completamente ofuscados pelos do Tomás!!!!
De seguida fomos até à praia, onde fizemos mais uns desenhos
Escultura de homenagem ao poeta japonês Kazuo Dan.
"Kazuo Dan, um dos mais populares escritores japoneses do período do pós-guerra, nasceu na província de Yamanashi, no dia 3 de Fevereiro de 1912, quando o seu pai aí trabalhava como engenheiro num laboratório nacional. Fonte: http://praiadesantacruz.com/stcruz/stcruzkazuo-bio.htm
A escultura tem vários carateres japoneses. O Tomás começou a desenhar, mas não teve tempo de desenha-los todos, por isso não me deixou digitalizar o seu desenho...
Enquanto ele se divertia, eu consegui fazer uns riscos. Agora tenho de treinar mais, pois o mestre Tomás é bastante exigente.
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
casa João do Rio: a nossa estreia
Há muito que este dia vinha sendo adiado, no entanto desta vez, por uma conjugação de fatores, finalmente aconteceu: a minha estreia na Casa João do Rio, uma verdadeira Casa da Cultura. Graças à generosidade da Maria Celeste esta casa tornou-se numa referência identitária dos urban sketchers Portugal, um espaço onde todos se sentem em casa. Tive o privilégio de sentir o porquê desta relação tão especial. Para além do abraço contagiante da Maria Celeste, fomos recebidos (eu, Marta e Tomás) por outros urban sketchers e pela Helena Monteiro, que nos presenteou com os seus desenhos feitos este ano em Florença. Penso que todos nós viajámos até Florença através dos seus desenhos.
Quando cheguei à Praça João do Rio, encontro a Isabel Braga a desenhar. Como não sabia qual seria a casa, detenho-me sobre uma perspetiva e começo a riscar, para assinalar o memento. Estou a testar um caderno que me ofereceram no Brasil. Ultimamente não tenho comprado cadernos, vou riscando aqueles que me vão oferecendo.
Tentei riscar (sem sucesso) a Helena e a Maria Celeste. Peço desculpa pela minha falta de jeito, mas prometo que fi-lo com as melhores das intenções :-)
Para além da fantástica apresentação da Helena e do convívio entre amigos, retenho sobretudo o regresso do meu filho Tomás ao desenho. A Casa João do Rio, com "todas as coisas antigas" (palavras do Tomás), inspiraram-no e desde esse dia tem desenhado mais que eu (em quantidade e qualidade). O Desenho que se segue é de sua autoria.
Obrigado Helena e Maria Celeste pela óptima tarde. Até breve
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
20 Dez.Lisboa | (A)riscar em família
1ª Paragem - Gulbenkian
Eu, a Marta e o Tomás iamos com o objectivo de participar no 69º Encontro de Diários Gráficos da parte da manhã, para mim as melhores horas para desenhar na Gulbenkian. A Luz e o canto dos pássaros são um espanto. Nesse dia estava um frio de morrer. Na rua marcava 5º.. Este ano nunca tinhamos tido tanto frio.
A ideia seria a Marta e o Tomás (5 anos) participarem no Workshop da Cláudia Mestre, enquanto eu juntar-me-ia ao grupo coordenado pela Margarida Aguiar. Não passou de uma ideia, já que o Tomás assustou-se com tantas crianças :-) . Decidimos desenhar todos juntos (3) com o grupo da Margarida, onde encontrei alguns amigos, como o António Procópio, A Teresa Ogando e a Isabel Alegria..
Materiais Utilizados: 3 Cadernos desdobráveis artesanais (papel canson 250 gr), 3 canetas de tinta impermeável (preto) de marca branca. Aguarelas. Cola UHU
André
Escolhido o local, cada um começou a responder ao desafio lançado: desanhar natureza e arquitectura, usando caneta e aguarela. definir 3 planos. O 1º plano com caneta, o 2º com mancha e o 3º novamente com caneta. Juntou-se a nós o António Procópio. Cada um fez o melhor que pode e sabia :-).
Marta
Tomás
Tomás.
Capa e contracapa do caderno do Tomás. As castanhas vieram no final...
André
Do sossego e tranquilidade da Gulbenkian, partimos para a confusão do Chiado, onde apesar de tudo, conseguimos um lugar junto ao Fernando Pessoa. Eu e o Tomás continuámos a desenhar. Senti-me pressionado pela quantidade de pessoas que pararam para nos ver a desenhar. O tomás adorou o protagonismo :-). Quando paguei 1,5€ por um café, percebi logo porque havia lugares vagos....
Depois do passeio pelo Chiado, decidimos descer até ao Rossio, onde "tivémos" de comprar a bela castanha assada. Felizmente ainda não estavam no ponto. tivémos de esperar. Aproveitei para fazer uma composição daquilo que me atraiu naquele espaço.
Pai Natal, a outra criança do grupo (eu), entreteve-se a desenhar o Arco da Rua Augusta.
O magnífico pôr-do-sol atraiu-nos em direcção à Ribeira das Naus, onde caminhámos até ao Cais do Sodré. Este local é a prova que a reabilitação do espaço público é fundamental para a melhoria da qualidade de vida das pessoas.
Já se fazia tarde, tinhamos de voltar para o Terreiro do Paço para assistir ao espetáculo "O fabuloso Desejo de Natal". Mas ainda deu tempo para parar nalgumas lojas de paragem obrigatória e sobretudo para lanchar e recuperar energias para o regresso.
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