Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blog só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

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terça-feira, 13 de setembro de 2016

Voo SP473 TER/PDL 06/SET/2016


A SATA comemora este ano 75 anos de existência. 
É a primeira companhia aérea portuguesa, fundada em 1941. 

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

USk - Terceira


Praia da Vitória, Ilha Terceira, 01 de Agosto de 2016

Aproveitando uma visita à Ilha Terceira por razões profissionais, aceitei com um enorme gosto o convite que me foi endereçado pelo grupo Usk-Terceira a participar numa tertúlia à volta do desenho em diários gráficos. Para mim foi um encanto ver a sala repleta de gente interessada no desenho em cadernos. Os impulsionadores do grupo Usk-Terceira, o Emanuel Felix e a Rosa Chaves, estão de parabéns pela excelente dinâmica que estão a criar à volta do desenho. Posteriormente foi inaugurada uma exposição de desenhos em diários gráficos onde estão patentes vários “urbansketchers” da Ilha Terceira. Mas o dia não acabou com a visita à exposição. Para os mais persistentes, e lá por volta das 23:30, ainda restou um tempinho para desenhar a Igreja que hoje vos apresento – Igreja da Matriz de Santa Cruz – Praia da Vitória.


O programa arrancou com uma conversa informal com grupo Urban Sketchers, que contou com a presença de Paulo Brilhante, de São Miguel, primeiro urban sketcher açoriano a publicar em livro o seu diário gráfico. Técnico de engenharia, Paulo Brilhante começou a tomar notas em cadernos gráficos, por necessidade, na profissão, mas nos tempos livres foi ganhando gosto pelo desenho. Depois de muitos anos a desenhar sozinho, integrou um movimento de Urban Sketchers em São Miguel e recentemente editou um livro com uma seleção de desenhos, cujas receitas revertem para a delegação regional da Associação de Cegos e Ambliopes de Portugal. Para Paulo Brilhante, os encontros de Urban Sketchers permitem que os artistas se desinibam de desenhar em público e ajuda-os a evoluir, ajudando-se mutuamente. “Essa troca de experiências com outras pessoas que possivelmente não tiveram a mesma dificuldade vainos enriquecer e vamos ultrapassando as nossas barreiras na partilha com outros sketchers”, frisou. O Alto da Memória é um dos monumentos da ilha Terceira que já passaram pela caneta de Paulo Brilhante, mas o urban sketcher destaca muitos outros. “Todo e qualquer recanto aqui na ilha Terceira tem um relato histórico que é importante nós registámos”, salientou.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

O acaso... o destino...


Há coisas extraordinárias na nossa vida.

No sábado passado, 4 de junho, houve um encontro no jardim António Borges, em Ponta Delgada, para desenhar com a Helena Monteiro. O destino quis que eu não estivesse presente para desenhar com essa Amiga. O destino quis, que aos 99 anos de vida da minha avó, ela partisse. Não podia, de forma alguma, sobrepor este momento ao ato de desenhar. Mas esse mesmo destino tornou possível desenhar com ela. Ia eu a passar de carro, quando a observo em sentido contrário ao meu. Acho que também o destino quis que esse ponto de cruzamento entre nós, numa via super movimentada e com proibição de paragem e estacionamento, tivesse uma pequena entrada de propriedade, para fazer uma breve paragem, sair do carro e cumprimenta-la. Não tive meias medidas que não oferecer a minha disponibilidade para levá-la até onde quisesse. Ela respondeu que ia desenhar, a uns passos mais à frente, a Ermida de S. Gonçalo. E eu, com o maior gosto, ofereci-me para acompanhá-la.

Pois é, aqui está o resultado desse nosso encontro.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Pela terra vermelha... Ilha de Santa Maria - Açores





Numa recente viagem que fiz em trabalho à ilha de Santa Maria, e fazendo tempo para chegar à hora de me dirigir até ao aeroporto para apanhar o avião de regresso, peguei no caderno e lá me pus a rabiscar. Só o último é que completei em casa, sentado na secretária.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Saquetas de Açucar - SINAGA - AÇORES

É com um enorme gosto que vejo os meus rabiscos numa nova colecção das saquetas de Açucar da SINAGA. 

A todos aqueles que tornaram esta colecção possível, ao Roberto Ferreira, ao André Mendonça, ao Rui Terra e a todo o restante pessoal da Fábrica da SINAGA, o meu MUITO OBRIGADO!

Agora... agora é consumir açucar SINAGA para tornar os Vossos dias mais doces!

Quero aproveitar para referir que não obtive qualquer prémio, seja ele pecuniário, ou outro qualquer. Foram disponibilizados de forma livre e foi com muito gosto que acedi ao convite. É assim que estou para o desenho.

Deixo-vos aqui 2 exemplos da colecção de 24. Todos eles registos em diários gráficos.





quarta-feira, 11 de maio de 2016

2º Encontro Internacional de Desenho de Rua - Torres Vedras


Ponta Delgada, 08 de maio de 2016

No passado fim de semana, participei no 2º Encontro Internacional de Desenho de Rua em Torres Vedras. Devo dizer que a partilha de conhecimento, a troca de experiências e o cunho pessoal de cada um dos colegas tornaram essa data ainda mais enriquecedora. E refiro-me apenas às vertentes prática e técnica do evento. Mas há também um outro lado, o da experiência afetiva: conhecer novas pessoas, novas culturas, novos idiomas. Com efeito, o evento atrai artistas de outras nacionalidades e, neste campo, saio com o coração apertado, com uma saudade imensa destes novos Amigos. Sem mencionar os nomes, quero lembrar publicamente, aos que já tinha conhecido o ano passado, que a nossa amizade está ainda mais fortalecida e cimentada.


a chegada ao meu quarto...

... uma das habituais partilhas...

... e uma homenagem ao Florian...

Não obstante, seria injusto não referir a organização deste evento. O Encontro foi promovido por uma associação sem fins lucrativos, com escassos recursos, mas com uma entrega pessoal fantástica, por parte dos seus impulsionadores. E aqui, atrevo-me, sem pejo, a mencionar o André Duarte Baptista e a Inês Mourão. Parabéns a ambos pela entrega, dedicação e pela forma apaixonada, despretensiosa como impulsionaram este evento internacional. 

... e um rabisco, das muitas oficinas.

A nível nacional, mais cedo ou mais tarde, será, com toda a certeza, ainda mais reconhecido o seu valor na promoção e valorização do desenho como uma vertente cultural de uma enorme mais-valia, tanto para toda cidade de Torres Vedras, como para aqueles que se quiseram juntar a mais esta iniciativa da CCC – Cooperativa de Comunicação e Cultura da cidade de Torres Vedras e do grupo SketchCrawal - Torres Vedras.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

1ª Travessa de Santa Lusia - Cidade da Ribeira Grande - S.Miguel


Ribeira Grande, 15 de abril de 2016

No dia 15 de abril celebrou-se o dia do desenhador e, um pouco por todo o mundo, reuniram-se grupos para registar esta efeméride. A principal intenção foi lembrar que toda a nossa envolvência pode constituir um motivo para desenhar. Há os que se interessam mais por peças arquitetónicas, outros por pessoas na sua vivência quotidiana, outros ainda que preferem as paisagens e os encantos da natureza e todos os demais que, em qualquer circunstância, encontram um motivo para treinarem a arte de rabiscar.

domingo, 27 de março de 2016

Tuká Tulá Bar - Areal de Santa Bárbara - Ribeira Grande - S.Miguel


Fiz este rabisco depois de um passeio à Lagoa do Fogo com a Paula. Por forma a retemperar energias, paramos no areal de Santa Bárbara, onde existe o Bar Tuká Tulá. Eu bebi café e a Paula uma água lisa. 

Os primeiros traços fí-los a grafite, mas a confiança estava em alta e sem pensar muito abandonei o lápis e avancei com a caneta. O resto do café que ficou na chávena serviu para colorir o rabisco. Distraído, e sem pensar, jamais julguei que o açúcar no fundo da chávena iria dar um brilho diferente ao tom terra da água de café.


segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Igreja de S. Jorge - Nordeste - S. Miguel - Açores



Nordeste, 29 de Agosto de 2015
Nordeste, tantas vezes designado como a décima ilha açoriana, está menos isolada. O motivo da minha visita a este bonito concelho é exemplo disso: uma consulta na médica dentista da minha namorada. Todavia, em meu entender, é necessário fixar a população, criar motivos para a sua permanência. Em termos culturais, para além das festas e desportos das localidades, pouco ou nada se faz. Não tenho conhecimento, por exemplo, da existência de um grupo de teatro ou de um centro de formação em artes plásticas.


Voltando atrás, enquanto era realizada a consulta, sentei-me num banco da praça central da vila. Olhei a fachada da Igreja de S. Jorge e, paulatinamente, fui construindo o puzzle da sua ornamentação basáltica. À direita está a estátua de António Alves de Oliveira (N.1847, F.1936), ilustre nordestense, considerado o maior deste concelho de todos os tempos, graças às inúmeras ações que promoveu em prol do desenvolvimento do Nordeste. 

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

pela costa norte da ilha de S. Miguel


A costa norte da ilha de S. Miguel é fresca, saudável e cheia de pontos de vista de superior interesse. A minha opção, durante a visita que fiz a este local, foi rabiscar a Ermida de S. Pedro que aqui vos apresento e que se situa na freguesia dos Fenais da Luz, mas, nas minhas costas, encontrava-se um magnífico cenário. Consegui vislumbrar, o que não é difícil em dias de céu limpo, toda a cumeeira das Sete Cidade e por conseguinte, o anfiteatro desta encosta norte que se estende até ao mar. Todavia, a opção foi a Ermida de S. Pedro, data a sua construção no Séc. XVI, e o cenário não é de menor interesse do que o outro.

Iniciei pelo desenho do edificado da ermida, de fachada simples, o simples é bonito. Na sua envolvente à direita vislumbra-se a costa norte nascente. Desde o Pico da Barrosa até ao início montanhoso a nascente, inclusive o morro de Santa Bárbara. As cores, estas, apliquei-as depois. Sentado no sofá. Concluir a coloração do rabisco em casa é prolongar o contentamento do percurso efectuado durante o dia. 

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Sete Cidades - S. Miguel - Açores


O mês de agosto é propício a passeios, a piqueniques… E este 1º domingo de agosto, como bom micaelense que sou, não fugi ao ritual de, nesta época do ano, fazer um passeio com familiares vindos do Canadá. Quanto mais visitamos a Vista do Rei, mais gostamos da sua paisagem. Não resisti em pegar no diário e registar tamanha beleza. É-me sempre difícil transpor para o papel a quantidade de verdes e azuis que as nossas paisagens possuem. Por este motivo e,  com algum receio de estragar o contorno que inicialmente fiz a lápis, fiquei-me pelas cores esbatidas e pouco mais.