Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blog só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Ainda Lisboa Oriental

Ainda Lisboa Oriental, no seguimento da iniciativa dos Urban Sketechers, mas desta feita a desenhar alguns recantos que não estavam na lista. Uma espécie de álbum só com lados B, mas igualmente (senão mais) satisfatórios.

Lembro-me daquela rua que sobe à esquerda desde pequeno. Havia lá um sapateiro neste troço da rua que terminava sob o grande arco de pedra da ponte do comboio que parava na estação mais próxima de Braço de Prata.
A rua empedrada continuava, serpenteando esguia por entre as casas, passando pelo Júlio dos caracóis e atravessando a Av Infante D. Henrique como se nada fosse até parar no quartel dos bombeiros. Ladeada por uma ou outra azinhaga e muros altos de pedra cuja origem se perdeu tal como a forma inicial da rua agora interrompida pela largura das modernas vias de circulação com 3 faixas para cada lado e radares que nos penalizam sempre que andamos a mais de 50 km/h. Sinais do tempo. Nunca pensei ver-me a dizer isto quando aprendi a andar de bicicleta nesta mesma rua não muito longe daqui quando o transito permitia estas brincadeiras sem preocupação.
Resta o barbeiro que certamente não será a mesma pessoa que me cotava o cabelo quanto tinha 10 anos, mas é curioso ver que o lugar se mantém assim como a minha escola e uma ou outra tasca onde aí sim, a curiosa fauna parece manter-se indelével. A mercearia já fechou há muitos anos, quando o Sr. Joaquim fechou os olhos para sempre e foi para junto da sua Olivia. Resta a memória dos cheiros, do som que os carros faziam no empedrado e de uma ou outra imagem de uma rua ou de uma casa que agora se faz notar pela sua ausência.
É o lugar que já não é. Uma sucessão de referências a memórias interrompidas e inacabadas que apenas deixam imaginar, para os mais atentos, a história que se esconde por detrás destes amontoados de pedras agora vazios, ou cheios de silêncio se preferirem. 
A voltar sem dúvida.



Estrada de Chelas (ainda por Lisboa Oriental)

De passagem! Não resisti ao enquadramento e estacionado em cima do passeio desenhei confortavelmente sentado no carro.


terça-feira, 9 de outubro de 2018

Hortas Urbanas dos Olivais

 
Enquanto desenhava o portão, apareceu um senhor que abriu o cadeado e entrou no pequeno terreno sem me perguntar o que fazia ali, ou mesmo dizer boa tarde.
-Boa tarde, disse eu, é o senhor que cultiva isto?
-Não, é o meu filho mas ele está doente e eu vim dar uma ajuda.
-Ah, pois, é para isso mesmo que servimos para os filhos... Isto são couves?
-Não, são lombardos.
-Ah!
E por aqui se ficou o diálogo. Ele começou a cavar fora do meu ângulo de visão, eu continuei a desenhar, cada um de nós no seu mundo... 
 
 

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Lisboa Oriental

GALERIA UNDERDOGS

 Exposição de AkaCorleone na galeria de arte urbana Underdogs


CANTINHO DO VINTAGE



sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Os meus da "Lisboa Oriental" - 3/3

À tarde, depois do momento inicial do encontro, o grupo dispersou-se pelos vários locais e eu segui novamente com o Filipe, à procura dos locais a desenhar. Resultaram mais 2 desenhos.
Terminámos com a fotografia de grupo um dia em cheio, com 5 locais "aviados".




quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Macaco

Para reatar as minhas publicações no Blogue dos USkP, nada melhor que ir desenhar a escultura do Macaco do Bordalo II, na Lisboa Oriental. Meu dito, meu feito!


Duas lojas em Lisboa Oriental

Uma chama-se Revivigi e está dedicada apenas a temas orientais. Quando entrei fiquei esmagada com a imensidão de móveis e objectos, cuidadosamente sobrepostos uns em cima dos outros, naquele armazém estreito mas cujo comprimento nunca mais acaba. Tive acesso a uma outra sala, com as coisas mais raras e preciosas. Curiosa a paz que aquele espaço transmitia. Ao sair comentei com quem lá estava: Parece que estive numa aula de Yoga!
 
 


O Cantinho Vintage é um espaço já meu conhecido, mas que tenho sempre prazer em visitar para ver tudo, mesmo que não compre nada! Uma das minhas perdições são os candeeiros, fui desenhando alguns, mas não comprei nenhum, com muita pena minha...


Os meus da "Lisboa Oriental" - 2/3

À hora do almoço já tínhamos 2 desenhos e o terceiro foi feito à porta da Cervejaria 2 Corvos, à espera que abrisse. Não deu para terminar porque às 2 horas, quando abriu, nem a sombra chegava para aguentar o calor, apenas a expectativa dumas fresquinhas.


quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Lisboa Oriental

Desenhos do projeto do arquiteto Carrilho da Graça, na zona de Sta. Apolónia, onde só se pode desenhar no interior (e no prometido terraço panorâmico) com especial autorização que, imagino, deve ser um processo rápido...
Assim, tive que ficar com as sobras.





Os meus da "Lisboa Oriental" 1/3

Domingo, 23 de Setembro foi dia de encontro para tentarmos responder aos desenhos em falta para o livro "Lisboa Oriental". Marcado para de tarde, eu e o Filipe Almeida começámos logo de manhã, primeiro com alguma frescura mas a aquecer com o avançar das horas.




terça-feira, 2 de outubro de 2018

Lisboa Oriental - o contributo possível

Ainda não foi desta que consegui juntar-me ao grupo. Desta vez tive de desenhar sozinho. A vantagem é acabo por conseguir desenhar mais. A desvantagem é que nunca sigo o roteiro predefinido. Saio com um destino e acabo por perder-me nos recantos mais imprevistos, menos conhecidos. Desde uma antiga azinhaga que recorda uma Lisboa rural, acabando num antigo pátio industrial - O Pátio da Quintinha, onde passei boa parte do tempo a conversar com duas simpáticas moradoras que ali nasceram. Os seus pais vieram do norte para trabalhar nas fábricas e por ali ficaram até à morte. Elas também querem morrer aqui, mas receiam ser expulsas. Sabem que as rendas são baixas, mas as casas não têm condições mínimas de habitabilidade. Mas mantém o seu encanto, mas que não seja o lado pitoresco das casas, dos canteiros, dos anexos que se sobrepõe uns aos outros, dos cabos eléctricos e as antenas que quase tapam as casas, das ampliações que vão estreitando cada vez mais o espaço. O interior do pátio faz-nos esquecer que estamos em Lisboa. Não desenhei nada (ou quase nada) do que tinha previsto, mas trago comigo as histórias que estas duas senhoras me contaram. Como era bonito o pátio, as casas pintadas, os tanques da roupa, os canteiros cheios de flores, a horta e as crianças a brincar.



                           


                                




domingo, 30 de setembro de 2018

Lisboa Oriental


Este prédio estava na lista oficial. Mas porquê?

Lisboa Oriental-Parque da Bela Vista

Setembro senti-me por Lisboa, perdida entre transparências, luzes e sombras (que os dias dormiram e acordaram escaldantes) e entre odores, vozes, rostos e paisagens que boiavam e agitavam os meus sentidos, "ergui" alguns desenhos para este projecto (Lisboa Oriental)
Aqui partilho alguns desses desenhos.
O primeiro local onde fui Parque da Bela Vista e onde voltei na semana seguinte.
Aqui se reune todos os dias a seguir ao almoço um grupo de homens que para "matar o tempo" convivem e jogam.



 Voltarei em breve, com outras zonas...

Fábrica do Braço de Prata


Rua Direita de Marvila