Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

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sábado, 3 de outubro de 2015

Aljezur

Vêm com 3 meses de atraso, mas como os tinha aqui, achei que ainda iam a tempo de postar.
Em junho, houve o encontro 82 em Aljezur, com o apoio do Hélio Boto que foi excelente na organização.


Tudo começou no Castelo, com uma explicação histórica.
Eu, a Ketta e o Matias chegámos atrasados, mas ainda deu para desenhar o grupo.


A meio da manhã estava um Sol mesmo forte. 
Enquanto fazia este desenho, chegou o Vicente e o José Barreiros.
Ali na esquina estão o Mário e a Ana Crispim.


Atravessando parte do sopé da encosta do castelo, chegámos a um pequeno núcleo histórico de Aljezur. O Sol estava por demais e os brancos eram mesmo mais brancos...


Logo depois de almoço fomos desenhar num canavial com vista para a cidade. Primeiro andei a adormecer o Matias e depois, quase sem tempo, ainda fiz este apontamento da vista e dos verdes lindos que estavam nos campos.

Ainda houve mais programa de desenho, numas falésias inacreditáveis, mas já não deu mesmo para desenhar. Ficou tudo na memória...

sexta-feira, 17 de julho de 2015

ENCONTRO 82 - ALJEZUR





Desenhos do encontro 82 em Aljezur, que fazem conjunto com o que, simpaticamente, foi colocado no banner do USKP.

domingo, 5 de julho de 2015

Encontro Aljezur

A Escola no meio do mato

Encontro USkP, Aljezur

"Esta era o único pinheiro das redondezas que pelo seu porte de arbusto produzia a única sombra delgada e disputada ao centímetro para quem quis ficar em silêncio a desenhar as falésias." Roubei o texto ao João Catarino daqui:
http://urbansketchers-portugal.blogspot.pt/2015/07/encontro-usk-aljezur.html

Este é meu desenho do tal pinheiro, já famoso aqui e no facebook :)

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Aljezur 2015

Resolvi dar um toque de cor aos peixitos,

Encontro em Aljezur parte 3


Aljezur fica no limite do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. Para além de toda a história que aconteceu entre estas colinas, a paisagem conta também uma longa história geológica e ecológica. Aljezur e as arribas da Arrifana marcam a passagem entre a costa Algarvia e as planícies do Alentejo. 



A partilha de técnicas e experiências é uma grande parte destes encontros de desenhadores, e houve amplas oportunidades para essa partilha, durante as caminhadas pela natureza, as refeições e a mesa redonda à noite, que não assisti. É um restabelecimento da vontade de desenhar e uma actualização das maneiras de o fazer, rodeados que estamos de tantos e tão bons desenhadores do Urban Sketchers Portugal.


quinta-feira, 2 de julho de 2015

Encontro Nacional Aljezur

Castelo de Aljezur

Aljezur, Encontro USk

Este encontro foi bem ao meu gosto, paisagem paisagem o resto é cidade! "More Sketchers Less Urban"

Encontro USk, Aljezur

Esta era o único pinheiro das redondezas que pelo seu porte de arbusto produzia a única sombra delgada e disputada ao centímetro para quem quis ficar em silêncio a desenhar as falésias. Valeram belas caminhadas por uma das mais lindas zonas do nosso litoral e a excelente recepção. Obrigado Susana e Hélio e a todos os que ajudaram a organizar este encontro em Aljezur.

Encontro em Aljezur parte 2


Ao longo de um encontro de desenhadores de dois dias, organizado pela Tertúlia – Associação Sócio-Cultural de Aljezur (obrigado Susana, por todo o trabalho!), os desenhadores familiarizaram-se com o castelo, o centro histórico, o ribeiro com os seus campos cultivados entre a vila velha e a vila nova do século XIX, as falésias na costa batidas pelo agreste Atlântico e pela nortada, e as praias, procuradas por surfistas de todo o país.





quarta-feira, 1 de julho de 2015

Caminho

Caminho junto ao Castelo de Aljezur, no Encontro USkP

Encontro em Aljezur parte 1


No canto noroeste do Algarve, há um pequeno castelo de tons férreos, sobre uma colina inclinada. Este castelo, da era Islâmica da Península Ibérica era usado como celeiro colectivo da vila de Aljezur – ou, na sua forma árabe, Al-Jazeera, a península – uma referência à topografia medieval do local. De acordo com o arqueólogo Rui Parreira, esta região foi o lar de um chefe muçulmano – ibn Qasi – que sonhava em ter o seu próprio reino. Construiu um Ribat (um mosteiro fortificado) perto da costa, na Arrifana, fez tratados com o primeiro líder cristão do Reino de Portugal e estabeleceu uma base de operações na região de Aljezur, tirando partido da actividade piscatória e agrícola. Por isso, foi proscrito pelos seus correlegionários religiosos e, eventualmente, por eles assassinado.



Um generoso grupo de vinte a trinta pessoas juntaram-se na região para conhecer, com as suas canetas, lápis e aguarelas, a riqueza e diversidade local. Apesar de a geografia de Aljezur estar substancialmente diferente desde a era Islâmica – a pesca perdeu importância devido ao recuo dos braços de água – ainda é um centro agrícola importante, com uma variedade de vales férteis e falésias de xisto, sendo a batata-doce uma colheita bem conhecida.



encontro em Aljezur



um sábado de calor imenso  e no entanto
que refrescados andamos
pelo castelo
pelas margens da ribeira
pelas ruas da aldeia antiga

a gente desenhando
a gente a querer imitar os deuses



terça-feira, 30 de junho de 2015

Aljezur - mais uma tranche


 Uns alhitos do mercado para temperar as douradas desenhadas um pouco antes...
 A igreja de Misericórdia que muito bem nos foi apresentada...
Ao Almoço e um pouco antes da chegada das sardinhas que mal chegaram fizeram uma pausa nos desenhos. Apenas tempo para umas quantas personagens...2 vá e umas quantas sardinhas claro..

Encontro Aljezur


Que bem que se esteve em Aljezur

 Foi um fim-de-semana fantástico. Boa companhia, bom tempo, excelentes oradores, boa comida, um grupo com gente bem disposta e, acima de tudo, um acolhimento fantástico por parte da organização. E com tudo isso, não havia desculpas para não se desenhar.





segunda-feira, 29 de junho de 2015

Desenhos vagabundos

Cheguei a Aljezur no Sábado, eram quase 6 da tarde, mesmo a tempo da fotografia de grupo. Pedi uma cerveja, e enquanto a bebi Portugal marcou dois golos, ainda antes do intervalo. Conversei animado com o Vicente e o Luís Ançã, enquanto o João tagarelava na mesa do lado, rodeado de fãs.
- "Vamos lá a juntar, todos para foto!" 
Fiz-me de distraído, envergonhado por ter chegado àquela hora e não ter um desenho para mostrar.
- "Abre noutra página, uma qualquer, a gente não conta nada ao Eduardo..."
Abri o caderno num desenho do Encontro do Rés do Chão, ao longe parecia mesmo Aljezur, e assim também fiquei na foto. Seguimos para a pousada de juventude da Arrifana, onde íamos dormir nessa noite. Deixámos os sacos, tomámos um banho a correr e seguimos para a escola primária, hoje sede da Associação Tertúlia, que organizou o encontro e tão bem nos recebeu. Comemos frango com grão feito numa panela gigante, e estava óptimo. Trouxemos os pratos para o alpendre no antigo recreio, onde jantámos animadamente, antes das palestras do serão. Foram todas óptimas, sem excepção, mas a estória dos ténis Nike do José Louro, e os desenhos vagabundos do Pedro Cabral e do João Catarino, foram os meus favoritos.
Saímos depois da meia noite, ainda parámos num restaurante na borda da estrada, onde bebemos uma garrafa de vinho tinto do Dão antes de nos irmos deitar.
- "Amanhã acordamos às sete da manhã para ir dar um mergulho à praia, antes de irmos desenhar!", alguém disse, talvez eu.
Houve quem não falhasse nessa combinação, mas eu, que me juntei com más companhias, acordei mais tarde, e acabei por sacrificar uma manhã de desenhos para poder conhecer, finalmente, a praia da Arrifana. A tal praia que o João nos mostrou na noite anterior, em 20 anos de desenhos. Que bonita é a tua praia João, e que lata tens para pedires uma prancha emprestada àquela miúda Australiana, atrasada que estava para ir para Lisboa apanhar o avião...
Depois da praia almoçámos no mato, debaixo de um pinheiro, e abrigados de um sol abrasador. A vista, tal como o calor, tirava-nos a respiração. Desenhar paisagens "não é a minha praia", aliás, fiz apenas dois desenhos neste encontro, mas foi impossível não gostar da sensação vagabunda que o Pedro e o João tão apaixonadamente falaram naquela escola primária...