Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blogue só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

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terça-feira, 10 de abril de 2012

Encontro 21




O caderno do Paulo Amendoeira com os desenhos do 21º encontro. Ele tem 9 anos e é já algum tempo um desenhador em cadernos. Também pinta em tela e é um miúdo que tem mesmo gosto em desenhar e pintar.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A matança completa

Desculpem os mais sensíveis a estas questões...

O dia começou bem cedo e gelado. Mal dava para desenhar o quer que fosse...

Lá o agarraram e depois já se sabe. Usam-se as ferramentas necessárias para que se alcancem os propósitos desejados...

Já sem força para mais nada, acabou por ceder. Mas lutou com todas as forças que tinha!

Antigamente era com palha, mas agora usa-se um maçarico. Sai todo o pêlo...

Sem pêlo e bem raspado. Pronto para o desmanche...

Num ápice, tudo acontece...

As molejas saltam logo para o assador.

O Salcinha fez algo que todos se recordam. Não vale a pena descrever aqui...

Tudo bem dividido pelos alguidares. Tudo se aproveita, tudo mesmo!

Lá dentro, na cozinha, havia trabalho para toda a gente. Aqui preparavam-se torresmos.

Durante a hora de almoço nós não conseguíamos parar de desenhar. Estávamos em piloto automático.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

21º ENCONTRO




Depois do porco desmanchado e antes do almoço, tempo de convívio: desenhar, conversar, cozinhar, comer.
De costas, em primeiro plano, a Ketta e o Pedro Loureiro.

sábado, 28 de janeiro de 2012

21º Encontro

Desculpem voltar a publicar os mesmos desenhos, mas acabei por verificar que os mesmos se prestavam a uma pequena BD e vai daí montei a coisa que resultou nestas 5 pranchas.




21º Encontro

No frio da manhã alentejana, o grupo foi começando a crescer em frente à escola - ponto de encontro. Apresentações, primeiras conversas, café para aquecer, e seguimos para o monte onde se ia dar a matança.
No monte, enquanto o sol já começava a aquecer, o bicho oferecia resistência. Entre quatro a cinco homens  trabalhavam para subjulgar a porca, que lutava lá à sua maneira.
 Aplicado o golpe fatal, a preocupação era recolher a maior quantidade de sangue para dentro de um balde de plástico. Os guinchos de arrepiar foram amenizando. A matança estava concluida.
 Com o silenciar da porca, voltaram os sons normais do monte, as aves, as conversas à volta de como tinha corrido a matança. Aproximaram-se alguns galináceos, a picar o chão, curiosos sobre o sangue que não tinha vertido para o balde. A porca foi levada para a bagageira da carrinha.
 De volta à escola, enquanto que no pátio solarengo a porca era depilada com maçarico e faca, na cozinha da cantina já se trabalhava nos preparativos para o almoço.
 No entretanto, iam sendo servidos da cozinha enchidos, costeletas, pão, vinho, limão e rábano cru - para cortar a gordura.
 Retiradas as tripas e outros órgãos afins, lavou-se o interior do animal à mangueirada.
 Durante cerca de três horas, assistimos ao processo de passagem da fronteira indefinida em que a porca deixa de ser animal para passar a ser comida. A sua transformação de pig em pork, como dizem em inglês.
 Antes do desmancho, pesaram a porca com uma balança de vara (que não coube no caderno).
 Na cozinha, preparavam-se já os restos mortais do bicho, em receitas separadas: numa frigideira, refogavam o estômago, os rins e o fígado, com muita salsa e coentro; num grande tacho fervia a esponjosa gordura, que ia libertando a banha líquida. Esta era coada e recolhida em pequenos baldes de plástico. No final, quando a gordura deixasse de libertar o líquido, torrava até à forma de torresmo.
 Durante o desmancho, iam aparecendo mais convivas. Aqui, o Luís Ançã desenha junto à estranha personagem do capote e da boina.
 
Finalmente, começou o repasto. Uma sopa que por si só já era uma refeição, as diversas partes da Marranita, a porca sacrificada, e um pequeno festim de sobremesas, incluindo dois bolos de ovos e massapão esculpidos à imagem da porca. Fiquei na mesa do Pereira, do chefe Rui Amendoeira - em suma, da malta com nome de árvore, bem enquadrado, portanto - e da estranha personagem, agora sem capote e sem boina.
A meio da tarde, tempo para uma passeata por Reguengos em busca de café aberto, e tempo para um último desenho, a alguns dos sketchers de serviço.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012


Não esperava de todo ter um sábado tão bem passado (confesso que ia com um bocado de medo).

No domingo à tarde fui a um concerto ouvir a Pastoral e «in seven days», com o maestro Thomas Adér.
Não aderi à música da 2º parte, mas as imagens sincronizadas projectadas num écran por detrás da orquestra.
Discretamente tirei alguns apontamentos a lápis.
Envio o resultado.

Um sketcher da Maria Celeste

21º encontro

Desenhos de Emídio Carraça.



quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

21º ENCONTRO


No Alentejo aproveita-se tudo do porco, pelo que desmanchá-lo é uma arte. No final encontrava-se dividido pelos alguidares que eram transportados para a cozinha.

21º ENCONTRO



um encontro diferente onde tentámos desenhar a tradição em "movimento". Os desenhos desta minha primeira entrada foram feitos no "Monte" onde se deu a matança.

21º Encontro_A Marranita de Reguengos de Monsaraz




Reguengos de Monsaraz, para além de ser uma terra bonita, é lugar de boa gente.
Obrigada a todos pelo acolhimento, pela simpatia e pela boa disposição.