Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Aí vai mais uma batelada de gente

Tudo de cara enfiada no telemóvel no 767

Mais dois a dar ao dedo, estes no metro

E mais dois, estes enquanto esperavam pelo metro

Uma senhora muito bem posta à espera do 767 e um tipo de ar meio rude no metro

Este senhor na verdade é dois, ou três, ninguém parava quieto neste lugar. Na sala de espera no Hospital da Luz.

Os desenhos do Filipe Pinto

Conheci o Filipe Pinto naquele que foi, seguramente, um dos dias importantes da minha vida, o dia em que me tornei Urban Sketcher. Foi a 1 de Setembro de 2012, um Sábado quente de Verão, e a pretexto de um workshop de um (para mim) desconhecido Richard Câmara, que fiz os primeiros desenhos num caderno. Desde então que nos cruzámos muitas vezes, em workshops ou encontros, eu sempre com uma curiosidade de menino, a espreitar os cadernos do Filipe, e a perceber como ele, também como eu, andava a evoluir nisto dos desenhos em caderno.
Já o tinha comentado com alguém, mas nunca lho disse, fi-lo este Sábado no Museu do Carmo: 'eu acho mesmo que os desenhos são iguais às pessoas que os fazem'. Dei exemplos dos desenhos do Zé Louro e do Salavisa, que tanto admiro, e de como eles são iguaizinhos àquelas linhas. Alguém que conheça, por exemplo, o João Catarino, não entende que aquela poesia feita com pincéis é igualzinha ao sujeito? Como o Filipe, que tem desenhos como ele, pacientes, programados e silenciosos, mas afinal tão ricos por detrás daquelas linhas e aguarelas sem imperfeições. Dali não se espera uma coisa estouvada, nem no caderno nem na pessoa.

Desenhei e escrevi parte da palestra do Filipe, e coisas soltas do Museu do Carmo. 
Será que os meus desenhos também se parecem comigo?





Claustro principal, Convento de Cristo, Tomar


Vamos desenhar com... Filipe Pinto


Desenhar com o Filipe Pinto teve um significado especial por ter sido o meu primeiro companheiro dos USkP. Sempre me incentivou e inspirou. Por isso mesmo fiquei radiante por me ter saído um caderno (obrigada Fernanda pela boa sorte). Esta foi a minha resposta ao desafio que lançou: fazer uma lista daquilo que mais gostássemos do Museu do Carmo.

"visita de estudo - dois em um" - Bairro Alto do Moinho

 
Sábado, 18 de fev. 2017
 
Cheguei às 11h45, a chuva ameaçou, mas desistiu. O sol convidava a uma caminhada. Estacionei o carro na cota baixa do bairro, junto ao parque verde e pus-me ao caminho.
 
Olho para cima e vejo o moinho de vento (hoje uma ruína), aquele que está na génese do desenho urbano do bairro - traçado radial. 
 
 
 
 
 
 
O bairro residencial encontra-se implantado na encosta nascente de uma colina, junto à Estrada do Zambujal. Apesar do traçado radial, as edificações encontram-se, aparentemente, implantadas de forma orgânica - adaptam-se ao declive do terreno.
 
O Bairro resulta do Plano Integrado do Zambujal (1973), tratando-se de construção económica de cariz social, levada a cabo pelo Estado - Operação SAAL.Os projectos ficaram a cargo dos arquitectos Ana Salta; António Ferreira Gomes; Francisco Silva Dias.
 
Ao todo, são 240 fogos distribuídos por moradias em banda, existindo ainda cafés e outros espaços comerciais. As casas têm no máximo dois pisos. Não existem garagens, e o espaço público também não contempla zonas de estacionamento. Resultado - os passeios são ocupados pelos carros, obrigando-nos a caminhar no meio da rua - A pacatez de um sábado de manhã permite-nos a tal. Quando para desenhar, perguntam-me - "Veio ver esta vergonha? Os carros estão em todo o lado, qualquer dia não conseguimos sair de casa"
 
 
 
As escadas ligam as ruas, vencendo o declive, levando-me cada vez mais próximo do moinho. Mas as escadas não são apenas zonas de passagem, são sobretudo zonas de estadia: pátios, logradouros, bancos, jardins, estendais e hortas. Tudo aquilo que fomenta os laços de vizinhança. Algumas são a verdadeira extensão da casa. São o local ideal para uma boa conversa ao sol, ou para um bom churrasco. No patamar de cima ouve-se o estalido do brasido do Sr. António - costeletas grelhadas para o almoço. "É servido ?", pergunta-me ele com um ar divertido enquanto observa-me a desenhar. "Quando eu era novo fazia uns gatafunhos melhores que esses, mas não está mal, não senhor". "Isso  é para vender? Aqui não se safa, pois está tudo t....."
 
No topo, o moinho, que hoje rivaliza as atenções com a catedral do consumo - aquela empresa sueca que vende mobiliário. O ruído visual é tanto, que a pitoresca ruína passa mesmo despercebida na paisagem. O Moinho e o bairro, sendo mesmo muito difícil distingui-los no meio de tanta exuberância formal e cromática (chamemos-lhe assim para não ferir susceptibilidades)
 
Uma experiência a repetir...
 
 
 

Scratchboard

Nunca tinha usado e gostei da experiência.
Deu para perceber tanto que tenho de aprender.
Aproveitei para o desafio 75, a preto e branco.

VAMOS DESENHAR COM...

No passado sábado fomos desenhar com o Filipe Pinto

Desafio 75

Para responder a este desafio escolhi um desenho a caneta preta que fiz em 2015, em Faro. Ao passear pela parte histórica da cidade, vi um edifício, que parecia banhado a ouro com o luz do por do sol! Fiquei deslumbrada e ao aproximar-me vi na fachada esculpido um busto lindíssimo de uma menina que me fez lembrar Arte Nova. Desenhei-a numa só página do caderno. Mais tarde procurei saber que palácio era aquele com ar de triste abandono: era o Palácio Belmarço construído em 1912. Em 2016, quando voltei a Faro, já não vi o palácio dourado, porque estava vedado para renovação: ainda bem!






Encontro USkP+RSk no Museu Nacional Ferroviário - o almoço

Rabiscando ao almoço...


Cova do Vapor



    A Cova do Vapor tem uma overdose de informação visual para ser desenhada. 

Mais comboios

O Museu Nacional Ferroviário é enorme. Para quem gosta de desenhar comboios, como é o meu caso, é a perdição total. Podemos passear-nos junto a locomotivas, vagões e carruagens. A dificuldade está em escolher. Só é pena que não se possa entrar nas carruagens.
Foi um dia vertiginosos com muitos desenhos. No fim do dia sentia a cabeça a andar à roda. Fiquei na estratosfera. Também ajudou imenso a excelente organização da Rita Caré e o grupo de 63 entusiastas. O almoço serviu para conviver e conversar. Não somos bichos do mato. Claro que também houve desenhos mas esses ficam para amanhã.



Encontro USkP+RSk+OA no Museu Nacional Ferroviário






Jerónimos a preto e branco

Não podemos dizer que as folhas estão sujas e estragadas. Aproveitando duas páginas borradas com os desenhos do lado oposto, decidi pegar na caneta Tombow e vai de aproveitar uns minutos disponíveis para um sketch rápido. Assim foi dois em um - aproveitamento das manchas de 2 páginas e participação no desafio deste mês.

Desafio75 - Preto & branco

O meu contributo para o Desafio 75. A Rua do Tourinho, em Viana do Castelo. 

Sô Silva

O meu sogro nunca dispensa uma boa sesta depois do almoço...


domingo, 19 de fevereiro de 2017

ENTRONCAMENTO

Não queria terminar o dia sem publicar pelo menos um desenho do encontro de hoje no Museu Nacional Ferroviário.

Museu Nacional Ferroviário

Hoje vou sonhar com parafusos! Este desenho foi uma espécie de salto mortal, Em primeiro lugar porque subi para uma plataforma um pouco duvidosa que tremia até com uma rajada de vento. Depois porque a meio do desenho comecei a levar com o sol na cara. Finalmente porque a dada altura começaram a entrar-me na cabeça demasiados parafusos. Foi a loucura!

Encontro USkP+RSk no Museu Nacional Ferroviário

O Museu Nacional Ferroviário foi uma boa surpresa. Grande encontro, com tanto para desenhar...
Comecei o dia com esta dupla:




Perspectivas Curiosas e ilusões de óptica (palestra livre)

Caros sketchers,

No dia 22 deste mês, às 18h30, na livraria Almedina do Atrium Saldanha, vou falar sobre "A Matemática das Ilusões de Óptica". Vamos falar sobre anamorfose e perspectiva(s), e vamos aprender a fazer "Realidade Mista" à maneira do século XVII, com papel, lápis, e cordel. Apareçam! :)

Mais detalhes aqui:
https://www.spm.pt/agenda/event/643

(a imagem é de um cubo a partilhar espaço com a sua própria anamorfose)






Museu Ferroviário_Encontro USkP e RSk





No Museu do Carmo

Sugerido pelo Filipe Pinto, no "Vamos desenhar com...", continuei a minha colecção de rostos que existem pelo Museu do Carmo que, diga-se, é ilimitada.


Um dia gelado em Escaroupim, Salvaterra de Magos.



Cova do Vapor

12fev2017 - Lisboa da outra margem. O primeiro desenho de uma nova série, iniciada hoje com a supervisão de Richard Câmara, feito num super caderno Laloran Book Sketch. 



A pesar de ter perdido as fotos que tirei durante o workshop do Richard, devido a um problematizo informático, ainda consegui recuperar esta que postei como foto de capa da minha página do FB.

Conotações

Do Museu das Comunicações, um antepassado do Minion Stuart :)

Preguiça domingueira


(caneta e tinta caligráfica)                                                                                                                                                                                               |«in situ»|

Vamos desenhar com...Filipe Pinto

Ontem foi a vez do Filipe Pinto nos falar dos seus desenhos. Tentei fazer as  "listas" de peças que nos desafiou a fazer, de maneira a que,  de alguma forma, reflectissem tudo o que acho que o caracteriza e tanto admiro: calma, contenção, delicadeza, vagar, rigor, precisão, esmero...O resultado não interessa, mas que tentei - a sério! -  tentei. :)
Obrigada Filipe!



Vamos desenhar com...Filipe Pinto


Obrigado aos que participaram em mais uma sessão do Vamos desenhar com... 


Anotem nas agendas que a 11 de Março é a vez da Paula Cabral.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Vamos desenhar com...Filipe Pinto

 
Desta vez foi o Filipe Pinto que nos revelou algumas facetas menos conhecidas do seu percurso artístico. Gostei muito!
Depois muita conversa, algum desenho, e mais uma tarde muito bem passada no Convento do Carmo, fonte inesgotável de elementos inspiradores!
 


Quinta do Ulmeiro, Torres Vedras

 
 
 
Uma manhã de desenho solitário. De regresso a casa apanhei o sol a beijar este belo casario - a resistente Quinta do Ulmeiro. 

Na Mata dos Medos

Ontem, com o tempo já a convidar para umas saídas ao ar livre fui até á Mata dos Medos, o pinhal no alto da arriba fóssil da Caparica e que foi mandado plantar pelo rei D. João V, com a finalidade de travar o avanço das areias sobre as terras de cultivo, sobre a arriba.


É um lugar simpático para passar uma tarde a desenhar, fazer piqueniques e com boa companhia.




Dia de Surf

Surf aos sábados é uma realidade. Faça chuva ou faça sol a minha filha está sempre pronta. As rotinas passaram a ser outras. Uma delas é arrumar o material e guardá-lo na carrinha do professor.

#desenhoruabenformoso #desenholisboa