Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Festival Latitudes - Óbidos

Entrei em Óbidos cheio de vontade de desenhar. Já visitei Óbidos por diversas vezes e sabia o que me esperava. Logo à chegada fui visitar a nossa sede no Festival Latitudes, para cumprimentar o pessoal e ver a exposição. E logo a seguir lá fui na companhia da Rita, pelas ruas acima, para iniciar as hostilidades do papel e caneta.
A meio do 1º desenho fui interpelado por um francês que falava espanhol e fazia muitas perguntas de forma simpática. Era um aguarelista que agora está mais interessado no caderno de viagem, por isso encaminhei-o para a nossa exposição e até o voltei a encontrar enquanto a visitava.


Como tinha começado a chover quando estava mesmo a acabar o 1º desenho voltei para o abrigo da sede para mais uns dedos de conversa. Foi quando percebi que estavam na parede vários desenhos do largo do Pelourinho, todos em folhas soltas. A ideia era ter diferentes visões do mesmo local. Gostei da ideia e quis participar, por isso fui buscar uma folha e sentei-me na varanda. Um pouco depois lá veio a chuva outra vez e tive que voltar a abrigar-me no interior da sede. Ainda não tinha acabado o desenho e sentei-me junto a uma janela, com vista para o largo, para lhe dar uns retoques antes de o fixar na parede junto dos outros.


A hora do almoço chegou e não foi preciso ir muito longe para me sentar a almoçar. Mesmo no edifício onde os USKP tinham a sede havia no piso 0 um café com pães com chouriço quentinhos e pizzas. Como ainda não tinha desenhado muito não queria perder muito tempo com o almoço, pelo que o pão e a pizza vieram mesmo a calhar.

Já de barriga cheia fui em direcção a uma casa por onde tinha passado de manhã, que tinha um à porta um cão de guarda em pedra muito especial e que me tinha pedido para o desenhar. Fiz-lhe a vontade.


A Rita tinha ficado a desenhar um Volvo "very typical" e juntei-me a ela, não para desenhar a viatura, mas para desenhar uma perspectiva sem cor no meu caderno pequeno.
Nesta altura já o sol batia forte e achámos que antes do próximo desenho devíamos beber uma cervejinha para refrescar a garganta e as ideias para o desenho.


Quando passei por estas escadinhas apercebi-me que foi aqui que fiz um dos meus primeiros desenhos de urban sketching, já lá vão 5 anos. Acabámos por nos sentar nos degraus e desenhar mais um pouco.


De regresso à sede encontrámos o Luís Frasco que estava a receber os comentários da Mary Godas em relação a um desenho que ele tinha feito. A Rita gostou das dicas que ela deu e picou-me para irmos desenhar mais uma vez, para pormos em prática o que tínhamos ouvido.
Ficámos ali perto no largo do Pelourinho e quando estávamos a acabar o desenhos vimos a malta toda a juntar-se na varanda para a foto de grupo.
Foi arrumar tudo à pressa e correr ainda mais depressa até à varanda para também ficarmos na fotografia.




3 comentários:

Rita Catita Afonso disse...

A Rita é muita chata! Ficaram mesmo giros os teus desenhos. Obrigada por me incutires alguma disciplina.

Lurdes Morais disse...

Gosto especialmente do 4º e do 5º desenhos.

nelson paciencia disse...

Não admira que não te tivesse posto a vista em cima, desenhaste como se o mundo acabasse no dia a seguir...
Óptimos desenhos.