Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


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quinta-feira, 18 de maio de 2017

A casa das Minas

Quando vou à minha terra, a primeira coisa que gosto de fazer é dar uma volta pelo jardim e pelo terreno, ver o que está plantado, o que cresceu, floriu, nasceu, que árvore deu frutos e o que está por amadurecer.  Geralmente vou com a minha mãe e que me disse: "já viste o banquinho que a Rosália fez? Diz que te podes sentar aqui a fazer os teus desenhos." Era um banco corrido em redor do tronco de um pinheiro manso, o local ideal para desenhar a casa, quase engolida de tanto verde.


E foi aqui que me sentei. A tarde estava com uma chuvinha molha tolos persistente mas os ramos densos do pinheiro protegiam-me bem, só se ouvia o som do silêncio com uma variedade de chilreares que nunca soube identificar mas que deram um ambiente de paraíso aquele momento. Uma neblina ao fundo, fundia os montes com o céu. Do lado direito, um pinheiro manso que foi plantado para ser árvore de Natal e que agora está mais de duas vezes maior que a casa e a meio, uma estrutura metálica muito alta, que foi a solução para conseguirmos ver televisão no tempo em que só havia 3 canais: a RTP1, RTP2 e TVE :)

9 comentários:

Alexandra Baptista disse...

Bonito desenho.

AB disse...

Está soberbo! Lindo! E transmite tudo o que o texto diz.
Olho para ele e começo a pensar que se aparecesse alguém, seria o "o Toninho do Corgo", "a Aninhas do Paço" ou "a Bertinha do Cruzeiro"... fizeste-me lembrar "a minha terra", que na verdade não é minha mas do meu pai... Obrigado!

nelson paciencia disse...

QUe desenho tão bonito!

João Santos disse...

Adoro o contraste entre a natureza desenhada com mancha e o resto a caneta. Ficou impecável!

USKP disse...

Transborda serenidade! Tão bom...

Fefa

teresa ruivo disse...

Tudo belo!

USKP disse...

Gosto mesmo da conjugação da mancha e da linha neste desenho.
Celeste Vaz Ferreira

Anónimo disse...

É fácil imaginar estar ali e sentir tudo aquilo que o desenho e o texto nos diz.
Muito bonito.

JVN

Ketta disse...

Ópá, gosto tanto!