Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


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quinta-feira, 27 de abril de 2017

Finlândia IV - arredores de Helsínquia

Uma amiga levou-nos ao parque natural de Porkkala. É um sítio que passaria despercebido, não fossem os olhos de quem vive em Helsínquia há 40 anos. Não é para menos: saímos da auto-estrada e a estrada vai estreitando, entre campos que ficam cada vez mais apertados pela grandeza da floresta. E no fim, a floresta, composta pela tríade bétula-abeto-pinheiro nórdico, ganha uma nova exuberância, com árvores cada vez mais frondosas.



Já a pé, descobrimos o trilho que nos leva a uma torre de vigia, impecavelmente talhada em madeira. O Markku emprestou-nos os binóculos para que avistássemos a Estónia do outro lado do mar e das ilhas. Assim foi: conseguimos distinguir uma torre de comunicações e as chaminés das refinarias além do horizonte.



Continuámos entre trilhos. É admirável o respeito que os locais sentem pela natureza: apesar das multidões que passeiam na floresta, a limpeza é incondicional. Apenas se vêm luvas solteiras, penduradas nos galhos das árvores, até ao reencontro do par. O almoço foi ao ar livre, apesar das temperaturas negativas, que nem sequer impediram o lume de aquecer a refeição.

2 comentários:

Pedro disse...

Grandes desenhos, grande viagem.

Pedro Loureiro disse...

Esta reportagem está de pasmar!