Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


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domingo, 5 de março de 2017

Uma Visita de estudo

Fui com os meus alunos e com a colega de história visitar o Castelo de São Jorge. Disse-lhes para levarem o seu diário gráfico. Não obrigo ninguém a desenhar. Só faz quem quer. A minha estratégia é ser o primeiro a começar a desenhar na esperança de pegar o bicho, o que normalmente tem efeitos quase imediatos nalguns alunos.
1º desenho rápido enquanto esperávamos para entrar

Alguns desenhos feitos com linha de contorno. Uma forma de desenhar que sugeri aos alunos.

Estávamos a desenhar D. Afonso Henriques quando chegou a nossa guia. A Guia vinha vestida a Rigor e com um ar autoritário. Meninos os desenhos são muito giros mas agora vão ter que parar com isso.  Esta atitude perante o desenho deixa-me sempre a espumar da boca. Por isso levantei o braço, pedi a palavra e disse: - Eles estão a desenhar porque lhes pedi. E eles vão desenhar durante toda a visita porque o desenho é uma excelente forma de guardar as memórias de um lugar. Ela ficou um bocado surpreendida e respondeu que tinha percebido que hoje vinha um professor diferente e para fazermos como entendêssemos. Não percebi bem se isto foi um elogio. O certo é que este diálogo fez do desenho um ato subversivo pelo que os alunos tiraram os cadernos e começaram a desenhar.
Desenho feito enquanto a personagem D Afonso Henriques falava com sua mãe.


Sempre que parávamos eu fazia um desenho e os alunos também.
Foi uma visita diferente e e na minha opinião muito mais rica com todos os registos feitos.
Na semana seguinte colocamos todos os cadernos no chão da sala. Faltou a fotografia.

4 comentários:

Rosário disse...

Que desenhos e que visita !

dina disse...

muito giro

Eduardo Salavisa disse...

Gosto da ideia do desenho ser um acto subversivo.

Pedro Loureiro disse...

Ganda António!
¡Hasta el dibujo, siempre!