Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


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quarta-feira, 8 de março de 2017

Que Mar(a)vila

Até há bem pouco tempo, Marvila era apenas um bairro que dava o nome a uma das marchas populares de Lisboa. Ninguém estava muito interessado em investir ou visitar aquela freguesia: um bairro que já foi essencialmente rural, industrial e durante muitos anos um dos patinhos feios da capital.

Aos poucos, e sem grande alarido, foi sendo descoberta. Foram florescendo produtos e serviços alternativos. Proliferando negócios que precisam de espaço para desenvolver as suas atividades: armazéns amplos com custos bem diferentes dos praticados noutras zonas da cidade.

As cervejeiras artesanais são um exemplo dos novos habitantes do bairro, a quem o El Pais já elegeu como “um dos 18 bairros mais cool do Mundo”.

Degustar uma cerveja artesanal, em Marvila, é uma verdadeira experiência: primeiro escolhe-se o rótulo mais bonito, depois é sentar com os amigos e sacar dos cadernos, canetas e aguarelas. Por fim, tenta-se equilibrar a velocidade do traço com a velocidade a que se bebe a cerveja de modo a que esta não arrefeça.

 


3 comentários:

Ana Barbosa disse...

Bela reportagem! Fiquei com vontade de fazer uma visita 😃

Ana Crispim disse...

Eu também...

matilde disse...

Engraçado, tenho um amigo que escolhe o vinho pelo design da garrafa, e acerta...