Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


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terça-feira, 21 de março de 2017

Ninhou

Neste sábado fomos desencantar uma vila única. E quem achar que lá por estar a uma hora de Lisboa, é um sítio igual a tantos outros, desengane-se. Para lá da serra de Aire mandam os que lá estão, mandam as gentes de Ninhou, que em português tem o nome de Minde. E foi na língua local que o Pedro Cabral nos deu as boas vindas, ao lado da Doutora Alzira, do Museu Roque Gameiro, e com o Pedro Loureiro a lançar o desafio. Um desafio, por sinal, bem exigente: estar na inauguração da exposição dos desenhos... a desenhar.


Os mais afortunados viram a casa por dentro. Fomos recebidos pelos melhores guias poliglotas. Não só o projeto expositivo é notável (é da equipa que também concebeu o do Museu do Oriente), mas também a própria coleção de aguarelas de Roque Gameiro vale a viagem de Lisboa... e muito mais.


Com o António Procópio tentei desenhar a casa a partir de vários sítios, num só desenho. Receio que, qualquer tentativa de enganar a perspectiva só retire beleza à casa.


Com um projeto de Raul Lino, arquiteto muito próximo dos Roque Gameiro, a casa ainda testemunha essa grande amizade. Não podia haver melhor espaço para a exposição.


Com um dia tão ameno, o jardim presta-se à fotossíntese. O Pedro Loureiro e o Luís Frasco também beneficiam, mas sempre de bloco na mão.


Depois dos emocionados discursos, também proferidos pela Presidente da Câmara Municipal de Alcanena, e de excelentes acepipes, fomos presenteados pelo coro do Conservatório de Minde. Poucas vezes ouvi gospel tão bem cantado!



Como uma cereja em cima do bolo, era o sol que se escondia atrás dos montes verdejantes. Pena, era preciso voltar à urbe!

5 comentários:

Pedro disse...

Grande reportagem. Teremos de lá voltar!

hfm disse...

Mas que conjunto tão expressivo. Gosto. Muito.

Rosário disse...

Boa reportagem!

L.Frasco disse...

Grande registo do dia!
E estou mesmo surpreso com os textos, Tomás. Boa!!

Tomás Reis disse...

Foi um dia bem passado e tanto os textos como as imagens estão muito incompletos. Faltou falar, por exemplo, nas aguarelas que o Saúl Roque Gameiro nos mostrou; nos pratos imensos de Capado ao almoço, que o Pedro Cabral julgou tratar-se de Capão, ou nos desentendimentos em Minderico, que tiveram a sua graça. E tanto a serra de Aire, como as capelas, como o Polje, mereciam pelo menos um sketch cada.