Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


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sexta-feira, 24 de março de 2017

Marrocos IV




Devo dizer que, em Essaouira senti-me em casa. Vi uma mistura de Europa a acontecer, a vila parecida com Peniche mas com crepes de Nutella nas pastelarias e lavagante delicioso nas tascas de um peixe tão fresco, tão fresco, que por vezes abastece os mercados do nosso país.

Devo dizer que fiquei deslumbrado com aquela vila costeira. Tem um urbanismo irrepreensível, tanto mais que os hotéis de charme acabam abruptamente nas dunas, sem lhes tocar. 

Além da surpresa que tive na vila, adorei o percurso até lá. A estrada é longa, é certo, e a saída de Marrakech exige pelo menos um terceiro olho, mas a paisagem é incrivelmente variada e bela.



À saída de Marrakech, existe uma sucessão de hotéis de luxo tão faraónicos como modernos, avenidas ostensivamente ajardinadas e equipamentos públicos de uma imponência nunca antes vista por mim. Basta ver o cruzamento entre o teatro real e a estação de comboios, rodeado pelos mais recentes e esmagadores edifícios. E tudo o resto, o traçado das avenidas que celebra o alinhamento dos minaretes, as barreiras de vegetação e as faixas de de transportes públicos, demonstra um enorme respeito pelo património e pelo ambiente.

No fim vem o campo, numa passagem abrupta e sem transição. Onde não há rega não cresce a vegetal, só há poeira. Mas os pomares irrigados e os olivais seguem-se por quilómetros sem fim de terra plana e arável.




5 comentários:

José Louro disse...

uau, que linha!!!!

Maria Leonor Janeiro disse...

Já somos dois a gostar muito de Essaouira.
Leonor Janeiro

nelson paciencia disse...

Que óptimos!

Pedro Loureiro disse...

Fiquei nos crepes de nutella. Dá-lhe!

USKP disse...

O traço é inconfundível! Muito bom!

João Carvalho