Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


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quinta-feira, 30 de março de 2017

Maldito Alzheimer

Como uma metralhadora.
As palavras saiem-lhe em rajadas, secas, até agressivas. Persecutórias.
Ele ouve, cansado. Com mágoa e resignação sussurra frases tranquilizantes que não fazem eco naquela estranha de olhar vago com quem, afinal, partilhou toda uma vida.
Maldito Alzheimer.
Vou comer bróculos.
 E enfrascar-me em Ginko Biloba.
(sala de espera da Clínica dos Poetas, Oeiras)

12 comentários:

Fernanda Lamelas disse...

Maravilhoso desenho!

Hélio Boto disse...

Este é o tipo de desenho que não precisa de palavras, ele fala por si! Parabens!

Alexandra Baptista disse...

intenso, é o que é!!

nelson paciencia disse...

Lindo!

Fefa disse...

Fiquei sem palavras...desejo que a senhora em destaque não seja ninguém muito chegado à Teresa, pois é durissimo acompanhar o evoluir destas doenças... por mais que (tão bem) desenhar ajude a criar alguma distância.

Fefa

AB disse...

soberbo!

João Santos disse...

As palavras, o desenho, as expressões, a composição... está fantástico Teresa :)

hfm disse...

A força do desenho e da história!

Maria Leonor Janeiro disse...

Comove!E preciso ter coragem e talento.
Leonor Janeiro

Nuno Matos Silva disse...

Sensível.

José Louro disse...

um dos melhores post que aqui vi.texto incluído.

teresa ruivo disse...

Eh lá, tantas coisas boas de ler! Obrigada! Fefa, obrigada pela preocupação. Felizmente não é ninguém que eu conheça. É um casal que estava na sala de espera de uma consulta. Foram pouquíssimos minutos, mas suficientes para me impressionar muito...