Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Igreja da Penha de França



Escolhi a Penha de França para começar a viagem por Lisboa com Roque Gameiro, simplesmente por não ter lembrança nenhuma desta zona e querer conhecê-la. Ao fazer o caminho para lá chegar vi que ficava muito perto da Praça Paiva Couceiro, e foi agradável seguir de um lugar que conheço para completar o meu mapa mental de Lisboa pela mão deste aguarelista, alguém que esta proposta dos Urban Sketchers me fez ver que conhecia muito bem Lisboa e que a pintou com tanta dedicação. Em tempos vi uma exposição de pinturas dele que tinha algumas de Lisboa, mas não era representativo de todo este seu trabalho.
Não coloquei a fonte que está na aguarela do Roque Gameiro porque o lugar de observação a partir do qual a poderia desenhar estava ocupado por um ruidoso grupo de pessoas.
Sentei-me então na fonte, e a partir deste ponto de vista achei graça brincar com o sinal de trânsito, sendo um objecto que não existia na época do Roque Gameiro, e porque achei cómica a excepção à proibição de estacionar, tendo como fundo o céu, e dei-lhe algum destaque. Lembrei-me do tempo em que ele viveu e de como eram os desenhos que ilustravam, muitas vezes ironicamente, cenas do quotidiano nos jornais.
Este desenho foi feito em Novembro do ano passado, e o caderno é de papel de aguarela artesanal fabricado em Fabriano.