Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

a minha tia elvira


A tia Elvira não é mesmo minha tia. Começou a cuidar de mim aos 7 meses, enquanto os meus pais estavam a trabalhar. Eu fui crescendo e também cresceram os laços afectivos. Ficou viúva tinha eu 5 anos. Não tem filhos e a família é ausente. Já tem 100 anos e foi a primeira vez que a desenhei. Quando a visito com a minha filha, fica confusa. Pensa que a Inês sou eu e que eu sou a minha mãe. Nunca me chamou pelo nome. Sempre se referiu a mim como "querida" ou "a minha menina".

2 comentários:

Mário Linhares disse...

É no caderno que faz sentido registar todos esses momentos!

Marcelo de Deus disse...

Emociono-me sempre ao ler estes registos.
obrigado