Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.

terça-feira, 27 de Novembro de 2012

Sketchbook digital

Agora que o tabú do digital se estilhaçou neste blog, não resisto a contribuir também a minha pequena blasfémia :)

(à chuva, na Defensores de Chaves)
Desde há uns anos para cá que tenho usado com alguma regularidade um pequeno "diário gráfico digital" (usualmente o telemóvel) em circunstâncias especiais - acima de tudo em estudos de cor nocturnos ou de outras condições atmosféricas ou de luminosidade que por vários motivos seria inconveniente tentar capturar com aguarelas. O que está acima foi apanhado há uns 3 dias numa noite de chuva, por detrás do pára-brisas, e o de baixo foi apanhado pouco depois disso; ambos são estudos curtos, de poucos minutos.

(Avenida António Augusto de Aguiar)
Quanto a meios: no início, há já uns anos, usava uma nintendo ds lite, que comprei em segunda-mão para usar o fabuloso programa "Colors!", e que tinha a vantagem de ser sensível à pressão, mas depois passei a usar o telemóvel (um samsung galaxy S I, que na altura tinha um ecrãn "grande", hoje em dia modesto), porque o melhor sketchbook é aquele que está sempre connosco. Com o tempo até me habituei à falta de sensibilidade à pressão e à largura exagerada daquelas canetas horriveis com a borrachinha que são a herança da decisão fatídica de um certo "génio do design" que achava que quem tem dedos não pecisa de canetas. Agora ando a namorar o samsung note 2, que vem com uma caneta da wacom, precisa e sensível à pressão, e um ecrân enorme...mas um preço infelizmente correspondente.

(estudo de côr - uma pequena luz no àtrio de um prédio) 
Mas seja qual for o "gadget" de preferência, o principal é mesmo o acesso às cores luminosas em plena escuridão, ou a conveniência de fazer estudos de cor de pé, enfiado em qualquer canto, sob qualquer circunstância de logística extrema em que nem eu - com os meus bolsos sempre atafulhados e a reputação social destruida pelo desenho compulsivo :) - conseguiria pensar em puxar das aguarelas.

(mais um: até parece que gosto deles!)
E pronto, foi a minha pequena contribuição pixelizada. :)

7 comentários:

nelson paciencia disse...

António, passaste para o inimigo??
:)

António Araújo disse...

Nelson, é mais assim a modos que "dou para os dois lados"! :D XD

António Araújo disse...

Coming out of the digital closet! ;)

Maria Celeste disse...

Gostei muito
O suporte não é relevante
Parabéns

Maria Celeste disse...

Gostei muito
O suporte não é relevante
Parabéns

Rosário disse...

E é que gosto mesmo!

Tiago Cruz disse...

Também vou na onda...!